São Paulo registra quase 70 novos casos de mpox desde outubro; Bahia descarta surto

Bahia Brasil saúde

Estado paulista já soma 300 diagnósticos em 2026, sendo 197 na capital; na Bahia, a Sesab afirma que não há surto da doença

Sábado, 7 de novembro de 2026

São Paulo registrou 67 novos casos de mpox desde 4 de outubro, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde. O estado já soma 300 confirmações em 2026, sem mortes, enquanto a Bahia contabiliza cinco diagnósticos neste ano. Na sexta-feira (6), a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) negou a existência de um surto em Salvador ou em qualquer outra região do estado.

Do total de casos paulistas, 197 foram identificados na capital. Os números mostram o avanço das confirmações nas últimas semanas, principalmente a partir de outubro. No Rio de Janeiro, também houve aumento, com 74 diagnósticos registrados nos últimos dois meses.

Ministério compra doses de vacina

Diante da circulação do vírus, o Ministério da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS). Em todo o Brasil, foram confirmados 665 casos em 2026. A vacinação é destinada principalmente a pessoas vivendo com HIV/Aids que apresentam menos de 100 células CD4 por milímetro cúbico, grupo com maior risco de desenvolver complicações.

Situação na Bahia

Em 2026, além dos cinco casos confirmados, o painel de monitoramento da Sesab aponta:

  • 31 notificações suspeitas;
  • 189 casos descartados.

A secretaria informou que não há surto da doença no estado, mas mantém o acompanhamento epidemiológico. O órgão também orienta que pessoas com feridas na pele ou nas mucosas, principalmente quando acompanhadas de outros sintomas ou após contato com alguém infectado, procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Sintomas e transmissão

A mpox é uma infecção viral transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções corporais e objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. Entre os principais sintomas estão:

  • Febre e dor de cabeça;
  • Dores musculares e cansaço;
  • Aumento dos gânglios, principalmente no pescoço, nas axilas e na virilha;
  • Lesões na pele que podem evoluir de manchas para bolhas e crostas.

As manifestações costumam durar de duas a quatro semanas. Crianças, gestantes e pessoas com imunidade comprometida podem desenvolver formas mais graves da doença.

Fonte: Metro 1 / Foto: Reprodução/FreePik

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