Com o regulamento inédito de 48 participantes, veja quais seleções chegam como favoritas para a Copa do Mundo
A Copa do Mundo FIFA de 2026 inaugura uma nova era no futebol, consolidando o maior evento esportivo do planeta em 16 cidades distribuídas por Estados Unidos, México e Canadá. O formato alargado impõe um novo desgaste físico e logístico, obrigando as federações a ajustarem suas metodologias esportivas para suportar até oito partidas durante os 39 dias de competição.
A evolução histórica das potências e o ciclo até o novo formato
A hierarquia do futebol global passou por reformulações profundas desde o encerramento da edição do Catar. A Argentina desembarca na América do Norte defendendo o troféu e com o aval da conquista da Copa América de 2024, sustentando uma hegemonia sul-americana recente. Do outro lado do Atlântico, a Europa reafirmou sua eficiência na formação tática.
A Espanha recuperou o status de potência máxima ao levantar a taça da Eurocopa 2024 de forma invicta, construindo um ciclo sólido que a colocou no topo do ranking da FIFA.
A Inglaterra, que busca quebrar um jejum mundial desde 1966, reestruturou seu comando técnico com a chegada de Thomas Tuchel no início de 2025. A resposta da equipe foi imediata, registrando 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Europeias.
A França, com presenças garantidas nas duas últimas finais mundiais (campeã em 2018 e vice em 2022), mantém sua linhagem de força sob o trabalho de Didier Deschamps.
O Brasil, maior campeão da história, atravessa um período de testes coletivos para tentar equilibrar seu conhecido potencial ofensivo com a segurança tática exigida pelo futebol moderno.
Como vai funcionar a Copa do Mundo de 2026?
Pela primeira vez em quase um século de competição, o regulamento da FIFA acomodará 48 equipes, resultando em um calendário de 104 partidas disputadas entre 11 de junho e 19 de julho de 2026. O sistema de pontuação segue o padrão global na fase de chaves: três pontos por vitória e um ponto por empate. O impacto real sobre os postulantes ao título está no sistema de classificação.
As seleções participantes foram divididas em 12 grupos de quatro integrantes. Diferente do modelo com 32 seleções, avançam para as fases eliminatórias os dois primeiros colocados de cada chave, acompanhados dos oito melhores terceiros colocados. Esse arranjo criou uma etapa de mata-mata adicional: a fase de 16-avos de final.
Os fundamentos táticos e o material humano dos favoritos à taça
No esporte de alto rendimento, a principal ferramenta de uma equipe é seu arranjo tático aliado às habilidades de seus atletas. O domínio de jogo é o pilar que sustenta os maiores candidatos à taça nesta edição.
- A Espanha baseia sua superioridade na retenção de posse e na verticalidade. O time opera com o talento geracional de Lamine Yamal pelas pontas, equilibrado pela estabilidade defensiva e visão de jogo de Rodri no centro do campo;
- A Inglaterra de Tuchel apresenta um estilo pragmático e direto. Com transições velozes e um ataque liderado por Harry Kane, Jude Bellingham e Bukayo Saka, a equipe focou na solidez defensiva, passando as Eliminatórias sem sofrer gols;
- A França utiliza a força de seus volantes, como Tchouaméni e Camavinga, para liberar a explosão atlética de Kylian Mbappé no terço final do gramado;
- A Argentina depende do ritmo e da inteligência ditados por Lionel Messi. Para compensar a idade avançada do astro, a seleção utiliza um bloco de meio-campo incansável e de alta pressão;
- O Brasil estrutura seu ataque na imprevisibilidade e na capacidade técnica de Vinicius Junior, buscando romper defesas fechadas por meio de triangulações nas alas.
Fonte: Placar / Foto: Taça da Copa do Mundo – Créditos: EFE/ Juan Ignacio Roncoroni