ACM admite possível apoio a nome do PSD para a presidência e confirma “casamento” entre União Brasil e PP

Bahia Brasil política

Domingo, 15/02/2026 – 16h20

Por Mauricio Leiro / Fernando Duarte / Ronne Oliveira

Em entrevista concedida no Campo Grande, o ex-prefeito de Salvador e principal liderança da oposição pela cadeira do governo da Bahia, ACM Neto (União), esclareceu os rumores sobre uma possível aproximação com o PSD. Questionado pela equipe do BN (Bahia Notícias) sobre as recentes movimentações políticas no estado, Neto foi enfático ao afirmar que não vê o partido de Gilberto Kassab deixando a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

O político reforçou que sempre enxergou o PSD (Partido Social Democracia) como pilar de sustentação do atual governo: “Eu jamais avaliei a hipótese de o PSD sair do palanque de Jerônimo Rodrigues”.

ACM Neto negou qualquer contato recente com a cúpula nacional ou estadual do PSD para tratar de alianças locais. Segundo ele, a recente adesão de figuras como o deputado federal Diego Coronel ao seu grupo político é um movimento isolado e não deve ser interpretado como uma migração do partido como um todo.

“Nunca tive nenhum contato recente com o Kassab. Nunca cogitei o PSD na Bahia. Ninguém quer mexer nisso. A vinda de Coronel não tem nada a ver com a sigla; o grupo dele e o seu peso político, mas o PSD continua lá”, afirmou Neto.

Apesar da barreira estadual, ACM Neto deixou uma porta aberta no cenário federal. Ao ser questionado sobre as eleições presidenciais, ele sinalizou que a configuração de alianças em Brasília pode seguir um caminho diferente do local.

“Eu até acho que posso apoiar um candidato à Presidência que venha do PSD”, admitiu, sinalizando que as divergências regionais com a legenda na Bahia não impedem uma convergência nacional futura, dependendo do nome apresentado pelo partido de Kassab.

Foto: Divulgação / Partido Progressistas (PP) 

FEDERAÇÃO UNIÃO E PP
ACM Neto confirmou que a união entre os dois gigantes da política nacional está consolidada. Ele utilizou uma analogia matrimonial para explicar como funcionará a dinâmica de decisões daqui para frente, sinalizando o fim da autonomia isolada de cada legenda.

“A Federação é igual a um casamento. Quando você tem a vida de solteiro, faz sua vida de acordo com a sua vontade e sua cabeça. Quando você é casado, tem que compartilhar as decisões com o seu cônjuge. É a mesma coisa na Federação: hoje não podemos decidir sozinhos”, explica o político. 

Fonte: Bahia Noticias / Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

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