Por Gleidson Souza (Ipirá City)
No coração do sertão baiano, entre lavouras e fazendas que moldaram a economia colonial, viveu Antônio. Um homem escravizado, registrado em um inventário da Comarca de Ipirá no século XIX.

Segundo o estudo de Edinaldo Carlos Oliveira dos Santos, Antônio tinha 31 anos, era filho de Bernardina e trabalhava no serviço da lavoura, atividade essencial para a subsistência e riqueza da região. Avaliado em 800 mil réis, seu nome aparece como parte dos bens de uma senhora herdeira, revelando não apenas o valor econômico atribuído a ele, mas também a desumanização que permeava o sistema escravocrata.
Antônio não era apenas um trabalhador, era uma vida marcada por silêncios, resistências invisíveis e uma história que hoje emerge dos arquivos como símbolo de memória e justiça histórica. O artigo que traz esse registro foi publicado no site Jus Navigandi, onde o autor analisa documentos da Comarca de Ipirá, revelando o cotidiano de homens e mulheres escravizados na Bahia interiorana.
Imagem Ilustrativa: IA
https://jus.com.br/artigos/72057/uma-breve-reflexao-a-importancia-da-historia-da-comarca-de-ipira-ba