Clube se posiciona contra violência animal e cobra atenção para risco de extinção no Nordeste
O Bahia utilizou suas redes sociais para se posicionar contra a violência animal e chamar atenção para o abate de jumentos no Nordeste. A campanha, realizada em parceria com o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, faz referência à comoção provocada pelo caso do cão comunitário Orelha, morto após agressões em Florianópolis no início do ano.
Na publicação, o clube destaca que a mobilização nacional em defesa do cachorro evidenciou a sensibilidade da população diante da crueldade, mas alertou para uma realidade que, segundo o comunicado, não recebe a mesma repercussão: o abate de jumentos para exportação de peles, prática que coloca a espécie em risco.
“O Brasil se comoveu com a violência sofrida pelo cãozinho Orelha. Mas a crueldade contra animais nem sempre ganha repercussão. No Nordeste, os jumentos estão sendo abatidos para exportação das suas peles e correm o risco de extinção. Em parceria com o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, o Bahia levanta a voz por justiça e respeito a todos os animais. Diga não ao abate de jumentos!”, diz a legenda da publicação.
O carrossel publicado pelo clube reforça o discurso de igualdade na proteção animal.
“O Brasil se uniu por Orelha, mas existe uma crueldade que quase não aparece. Jumentos estão sendo abatidos para exportação de peles e podem desaparecer. Se a compaixão é um valor, ela precisa valer para todos. Juntos no combate à violência contra todos os animais”, afirma o comunicado.
O caso de Orelha ocorreu em janeiro deste ano, na Praia Brava, no Norte de Florianópolis. O cachorro comunitário, descrito por moradores como dócil e brincalhão, morreu após agressões. A Polícia Civil identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de participação no episódio, que gerou forte repercussão nacional.
Conhecido por se posicionar em pautas sociais, o Bahia volta a utilizar sua visibilidade institucional para defender causas públicas. Desta vez, o foco é ampliar o debate sobre proteção animal e pressionar por políticas que coíbam práticas consideradas cruéis.
Fonte: Bahia.ba / Foto: Reprodução / EC Bahia