Cerca de 800 homens autores de violência doméstica passam por acompanhamento em Feira de Santana

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Somente em 2025, segundo os órgãos, cerca de 800 homens passaram pelo atendimento da equipe responsável pelo projeto 

Um projeto desenvolvido em Feira de Santana tem atuado no acompanhamento e na conscientização de homens autores de violência doméstica, com o objetivo de evitar a reincidência e promover mudanças de comportamento. A iniciativa é realizada pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres em parceria com o Judiciário da 1ª e da 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Somente em 2025, segundo os órgãos, cerca de 800 homens passaram pelo atendimento da equipe responsável pelo projeto. O trabalho é realizado a partir de um termo de cooperação firmado entre o Tribunal de Justiça da Bahia e o Município, garantindo estrutura adequada para os atendimentos.

A proposta busca fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, atuando não apenas na proteção das vítimas, mas também na responsabilização e reeducação dos agressores. De acordo com o juiz Wagner Ribeiro Rodrigues, fundador do projeto, a participação dos homens ocorre por determinação judicial. Quando a medida protetiva é expedida, o autor da violência também recebe uma intimação obrigatória para comparecer ao acompanhamento realizado pelas Varas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Ao chegar ao local, os homens são atendidos por uma equipe multidisciplinar formada por psicóloga e assistentes sociais. O trabalho é baseado na escuta qualificada, orientação e acompanhamento psicossocial, com foco na conscientização sobre a gravidade da violência doméstica e suas consequências legais, sociais e familiares. De acordo com dados apresentados pelo magistrado, o índice de reincidência entre os participantes do projeto é considerado baixo, cerca de 2%. Isso significa que, a cada 100 homens atendidos, apenas dois voltam a cometer violência doméstica e familiar.

Além das participações obrigatórias, alguns homens retornam de forma espontânea ao serviço, o que demonstra, segundo os responsáveis pela iniciativa, que o acompanhamento tem contribuído para a reflexão e mudança de comportamento.

Fonte: Jornal Folha do Estado / Foto: Divulgação


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