Fruto de uma parceria entre o Ministério da Educação, por meio da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, a Unesco e a empresa Huawei Brasil, o Colégio Estadual Paulo Freire, em Jequié (NTE 22), ganhará, ainda em 2025, um Laboratório de Criatividade e Inovação para a Educação Básica (LABCRIE) totalmente equipado para formar professores da educação básica em temáticas relacionadas à educação digital, educação digital verde e IA na educação. Além do laboratório, o colégio terá também uma sala de aula com infraestrutura para Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e dispositivos inteligentes.

Os novos centros de formação integram o projeto Escolas Abertas Habilitadas por Tecnologia para Todos – Fase II, implementado pela UNESCO globalmente, com o apoio da empresa Huawei.
No Brasil, o projeto, que está sendo implementado em parceria com a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB – MEC), apoiará o MEC com o fortalecimento da formação de professores em educação digital, com ênfase na plataforma AVAMEC, incluindo o desenvolvimento de conteúdos pedagógicos digitais relacionados à educação digital verde, a partir da perspectiva da UNESCO.
Como uma iniciativa piloto, na Bahia, o projeto colocará especial ênfase na formação de professores, facilitada pelo LabCrie, a partir de uma perspectiva de interiorização.
Visita técnica
Nesta quarta e quinta-feira (30 e 31), a oficial de projetos do setor de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rehder, visitou, junto com as equipes do IAT e da Secretaria da Educação, o Colégio Estadual Paulo Freira para fazer o anúncio oficial de que a escola foi escolhida para integrar a rede internacional de escolas abertas com foco em tecnologia.
“O trabalho pedagógico desenvolvido pelo IAT, no âmbito do Labcrie e do Maria Felipa Lab, servirá como inspiração para as metodologias e cursos que serão desenvolvidos no âmbito do projeto, pois contemplam as questões de sustentabilidade e direitos humanos a partir de abordagens pedagógicas inovadoras no uso das tecnologias na educação”, destacou Maria Rehder.
“Ficará sob responsabilidade da equipe do Maria Felipa Lab, espaço maker do IAT, acompanhar todo o processo de implantação dos espaços na escola, assim como o apoio à formação dos professores, aos projetos que serão desenvolvidos lá, a articulação com o município e o território, para que o espaço seja vivo, podendo acolher escolas do entorno, virando referência para o território. O IAT vai contribuir desta forma, além de estruturar as formações e fazê-las chegar, através das nossas atividades, para outros professores”, explicou a diretora de Inovação e Tecnologia do IAT, Carla Aragão, que acompanhou a visita.
O Maria Felipa Lab
O Maria Felipa Lab é um espaço maker localizado dentro do Instituto Anísio Teixeira que oferece um ambiente completo de fabricação de soluções de baixa e alta tecnologia tornando possível a transformação de ideias em realidade.
Ele é divido em três espaços. O principal é o Laboratório de Criatividade e Inovação para a Educação Básica – LabCrie, que é dedicado à formação de professores e estudantes em aprendizagem ativa e cultura maker. Nele o público pode encontrar impressoras 3D, cortadoras a laser, router CNC, plotter cortadora de vinil, impressora plotter, impressora laser e Notebooks.
O laboratório conta também com uma sala de eletrônica/IoT (internet das coisas) que possui recursos que possibilitam a prototipagem rápida de circuitos eletrônicos através de microcontroladores que se conectam a sensores e atuadores. O espaço conta com kits arduino, Raspberry Pi, Raspberry Pico e Makey Makey.
O terceiro e último ambiente é dedicado à fabricação manual e inclui elementos de marcenaria e carpintaria. O espaço possui ferramentas manuais para fabricação de projetos com matéria-prima bruta, podendo transformar materiais diversos. Nele estão disponíveis serra circular manual, furadeiras de bancada, motoesmeril, serras tico-tico, parafusadeiras e furadeiras de impacto.
Fonte: ASCOM/IAT