Texto e Arte: Gabriel Carvalho e Isabella Zanelli*
O Parque de Ciência e Tecnologia da USP, em parceria com o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) e com o Instituto de Geociências (IGc), realiza a Expedição CienTec, projeto com atrações especiais que explora diversas áreas científicas de forma interativa. A diretora do parque, Suzana Ursi, concedeu entrevista ao programa Cultura na USP e comentou sobre o evento que segue até o final de 2025.

A Expedição CienTec realiza um roteiro pelo parque a partir de seis estações temáticas que abordam conhecimentos relacionados a áreas como astronomia, geofísica, física, meteorologia e geociências. O passeio tem três horas de duração, mas com flexibilidade para paradas e retorno ao grupo posteriormente. Todas as estações são mediadas e o grupo tem mediadores fixos que irão guiando o roteiro nas visitações. “O bacana é que juntamos professores, estudantes da pós-graduação dos institutos e a equipe do parque para fazer a mediação, então realmente está recheado de conhecimento e também de pessoas que vão interagir com o público diretamente”, comenta Suzana.
A parte histórica do CienTec será integrada ao discurso dos mediadores entre as estações, visto que o espaço abrigou o IAG até 2001, quando a sua sede foi transferida para a Cidade Universitária. Os grupos saem a cada 20 minutos, e o passeio começa na antiga administração do instituto, com destaque especial para o vitral da deusa Urânia, de grande valor histórico.
Uma das estações mais procuradas é a do Planetário, que desde janeiro está com novo equipamento e conta com novas projeções, incluindo uma feita pelos especialistas e estudantes do IAG especialmente para a Expedição CienTec. Outra estação destacada é a do Laboratório de Microscopia, onde será possível analisar organismos pequenos visíveis apenas em laboratório. Segundo a diretora, “é uma nova atração que fez muito sucesso, porque sempre que vemos esse mundo microscópico é encantador”.
Fora as atrações já inclusas no dia a dia do parque, os institutos incrementaram diversos materiais em partes do roteiro. É possível fazer uma observação noturna com telescópios e guias do IAG, conhecer mais sobre solos, rochas e pedras preciosas com o IGc e diversas outras estações que misturam conhecimento e diversão.
O CienTec, por estar localizado em uma área de reserva da Mata Atlântica, também conta com trilhas e atividades voltadas à biologia botânica, incluindo um meliponário que mostra a vida e o trabalho de abelhas sem ferrão nativas do Brasil, além de contar com exposições sobre o bioma e suas características únicas. “O meliponário é fundamental para a preservação das nossas espécies nativas, que são quem realmente mantêm a nossa flora. A gente está acostumado a ver a Apis [Apis mellifera, abelha-europeia], que é uma grande produtora de mel, mas não é uma grande polinizadora das nossas flores”, explica Suzana.
Em abril, foi realizada uma edição piloto do projeto e, com o apoio financeiro adquirido através de programas de fomento da USP, o projeto se estendeu, seguindo até o final de 2025. “Foram dois dias muito especiais [em abril], porque todo mundo ficou muito animado, gostaram muito das estações, então foi muito bom”, comenta a diretora.
O Parque de Ciência e Tecnologia da USP é um órgão ligado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária com atividades gratuitas abertas ao público. As inscrições para a Expedição CienTec é feita através do site da plataforma Sympla, com limite de 40 pessoas por horário.
Fonte: Jornal da USP / Foto: (Imagem: Divulgação/Parque CienTec)