Críticas recentes publicadas na mídia tradicional sugerem que decisões judiciais garantindo acesso a tratamentos com cannabis teriam como base “evidências fracas” do ponto de vista da ciência. Contudo, segundo o doutor em Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Fabricio Pamplona, essa visão ignora a realidade clínica e o histórico de proibição que atrasou as pesquisas globais por décadas.
O protagonismo da Justiça preencheu um vácuo regulatório no Brasil, que hoje soma mais de 800 mil pacientes e um corpo robusto de evidências. E o avanço da cannabis ocorreu de forma inversa ao modelo tradicional da indústria farmacêutica, com a prática clínica e os resultados empíricos dos pacientes guiando a ciência, que agora trabalha para traduzir esses benefícios em estudos clínicos rigorosos.
Já há comprovação sólida para condições como epilepsia refratária e dados promissores para dor, ansiedade e autismo, com efeitos adversos majoritariamente leves. Para Pamplona, em artigo publicado no The Conversation, “exigir dos canabinoides um padrão de evidência superior ao aplicado a outras intervenções clínicas parece refletir mais um viés histórico associado à sua origem e estigma do que um posicionamento baseado na racionalidade”.
Dourados entra em situação de emergência por chikungunya
O governo federal reconheceu a situação de emergência em Dourados (MS) após a explosão de casos de chikungunya, que já provoca forte pressão sobre o sistema de saúde local. A cidade enfrenta uma epidemia com centenas de casos confirmados, mais de mil notificações e ao menos quatro mortes, principalmente nas populações indígenas. A demanda por atendimento médico e sobrecarga das unidades de saúde também aumenta.
Com o reconhecimento, a União pode ampliar o envio de recursos e equipes para conter o avanço da doença. Já há atuação da Força Nacional do SUS, com reforço de profissionais, visitas domiciliares, combate ao mosquito e reorganização da rede assistencial, especialmente em aldeias indígenas – onde a situação é mais crítica e a transmissão tem sido mais intensa.
Bilionários das Big Techs dominam conselho de tecnologia dos EUA
O governo de Donald Trump anunciou um novo conselho de ciência e tecnologia com forte presença de executivos do setor privado: dos 13 membros iniciais, apenas um é cientista acadêmico, enquanto pelo menos nove são bilionários da tecnologia. Entre os nomes estão líderes de grandes empresas como Meta, Oracle, Google, Nvidia e AMD, refletindo um perfil altamente empresarial e voltado à indústria.
A composição do conselho, que tradicionalmente inclui mais pesquisadores e acadêmicos, gerou críticas por reduzir a diversidade científica e privilegiar interesses corporativos, especialmente em áreas estratégicas como inteligência artificial. Especialistas apontam que a ausência de cientistas pode limitar a pluralidade de perspectivas na formulação de políticas públicas.
• Vacina da gripe no SUS
Teve início neste sábado (28), a campanha de vacinação contra a gripe no SUS, e vai até o dia 30 de maio. O imunizante está disponível aos grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos e profissionais da saúde. Estados e municípios podem ampliar o público-alvo local. Saiba mais
• Variante BA.3.2 da covid
A variante apelidada de “cicada”, descendente da ômicron, já foi identificada em 23 países e avança nos EUA. Até agora, não há evidências de maior gravidade, mas autoridades monitoram sua transmissibilidade e possível escape imunológico. Confira mais informações
• “Paradoxos obstétricos e equações didáticas”
Um matemático enviou artigo científico falso, gerado por inteligência artificial com conteúdo propositalmente absurdo para provar que revista científica não tem critérios para suas publicações. A revista era a Clinical Journal of Obstetrics and Gynecology, da editora de acesso aberto Heighten Science Publications. Conheça o caso .
Fonte: Outra Saúde