R$ 68,97 milhões. Esse é o tamanho do prejuízo decorrente dos roubos de medicamentos da classe GLP-1, as chamadas canetas emagrecedoras, somente no estado de São Paulo no último ano. Os números, que abrangem as nove maiores redes do varejo farmacêutico nacional atuantes no mercado paulista, são da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).
Com foco nessa temática, uma audiência com Osvaldo Nico Gonçalves, secretário estadual de Segurança Pública, ocorreu no início da semana e teve a participação da Abrafarma, do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) IDV e das principais redes de farmácias que atuam no estado. A associação foi representada pelo CEO Sergio Mena Barreto.
Ao longo de 2025, as farmácias registraram 3.838 ocorrências, nas quais foram furtadas 58.898 unidades desses medicamentos. Em média ocorreram 11 roubos diários, sendo sete na capital paulista. A metrópole concentra 64% dos casos, enquanto outros 21% dos crimes tiveram como palco oito municípios – Campinas, Guarujá, Guarulhos, Osasco, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo e Sorocaba.
A onda de assaltos levou a Abrafarma a instituir, no segundo semestre de 2025, um Grupo Temático de Segurança formado pelas 29 redes associadas, que respondem por mais da metade da venda de medicamentos no país e contabilizam mais de 1 bilhão de atendimentos por ano.
“Há tempos já realizamos estudos semestrais de prevenção de perdas para benchmarking interno. Nunca na história da entidade cogitou-se qualquer abordagem nessa área, mas essa mudança de olhar demonstra a gravidade e insegurança dos tempos atuais, considerando a crescente relevância das farmácias e o expressivo fluxo de pessoas que circulam por esses estabelecimentos”, adverte Barreto. A associação também já conduziu reuniões com autoridades de segurança para debater estratégias de combate aos roubos e furtos.
Com Informações do Site Medicina SA