<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title></title>
	<atom:link href="https://ipiracity.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 May 2026 18:04:14 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2020/07/cropped-icon-32x32.png</url>
	<title></title>
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Homem é encontrado morto em subestação da Coelba em Ipirá</title>
		<link>https://ipiracity.com/homem-e-encontrado-morto-em-subestacao-da-coelba-em-ipira/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=homem-e-encontrado-morto-em-subestacao-da-coelba-em-ipira</link>
					<comments>https://ipiracity.com/homem-e-encontrado-morto-em-subestacao-da-coelba-em-ipira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 17:52:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá]]></category>
		<category><![CDATA[Coelba]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[subestação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=175815</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Gleidson Souza (Ipirá City) Um episódio trágico marcou a manhã desta sexta-feira (08) em Ipirá, quando um homem foi localizado sem vida dentro da área operacional da subestação da Coelba. A ocorrência mobilizou equipes de segurança e despertou grande atenção da comunidade. Segundo informações publicadas pelo Vaz News, o corpo foi encontrado por funcionários [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/homem-e-encontrado-morto-em-subestacao-da-coelba-em-ipira/">Homem é encontrado morto em subestação da Coelba em Ipirá</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Gleidson Souza (Ipirá City)</p>



<p>Um episódio trágico marcou a manhã desta sexta-feira (08) em Ipirá, quando um homem foi localizado sem vida dentro da área operacional da subestação da Coelba. A ocorrência mobilizou equipes de segurança e despertou grande atenção da comunidade.</p>



<p>Segundo informações publicadas pelo Vaz News, o corpo foi encontrado por funcionários e imediatamente acionaram os órgãos competentes. A área foi isolada para garantir a segurança e permitir o trabalho da perícia técnica.</p>



<p>O Instituto Médico Legal (IML) da região ficará responsável pela necropsia, que deverá esclarecer as circunstâncias da morte. Enquanto isso, técnicos da companhia elétrica realizarão inspeções para verificar possíveis riscos nas instalações.</p>



<p>A investigação segue em andamento, e novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço das apurações oficiais.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Maio Laranja!" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/TbDheLXB87A?start=2642&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/homem-e-encontrado-morto-em-subestacao-da-coelba-em-ipira/">Homem é encontrado morto em subestação da Coelba em Ipirá</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/homem-e-encontrado-morto-em-subestacao-da-coelba-em-ipira/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Governo do Brasil inclui mais obras da educação no Novo PAC</title>
		<link>https://ipiracity.com/governo-do-brasil-inclui-mais-obras-da-educacao-no-novo-pac/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=governo-do-brasil-inclui-mais-obras-da-educacao-no-novo-pac</link>
					<comments>https://ipiracity.com/governo-do-brasil-inclui-mais-obras-da-educacao-no-novo-pac/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 16:35:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[governo do brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Novo PAC]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=175803</guid>

					<description><![CDATA[<p>Resolução define construções da educação profissional e tecnologia e da educação superior, com o objetivo de assegurar a expansão e consolidação das modalidades de ensino para todos os territórios O Governo do Brasil publicou no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução n° 13, que define novas obras a serem realizadas no âmbito do Novo Programa de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/governo-do-brasil-inclui-mais-obras-da-educacao-no-novo-pac/">Governo do Brasil inclui mais obras da educação no Novo PAC</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Resolução define construções da educação profissional e tecnologia e da educação superior, com o objetivo de assegurar a expansão e consolidação das modalidades de ensino para todos os territórios</p>



<p>O Governo do Brasil publicou no Diário Oficial da União (DOU), a <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cgpac-n-13-de-29-de-abril-de-2026-703483378" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Resolução n° 13</a>, que define novas obras a serem realizadas no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e ações a serem executadas por meio de transferência obrigatória de recursos. Para a educação, o documento determina os meios necessários para a construção de dois novos campi e duas novas sedes de institutos federais, além da criação de novos laboratórios para a educação superior. </p>



<p>Para integrar as ações de expansão da educação profissional e tecnológica (EPT) e fortalecer a modalidade de ensino, o programa&nbsp;incluiu&nbsp;dois&nbsp;novos campi:&nbsp;São Bernardo do Campo e Serrana, ambos pertencentes ao Instituto Federal de São Paulo (IFSP). A ação faz parte dos&nbsp;<a href="https://www.gov.br/mec/pt-br/100-novos-ifs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">100+ Institutos Federais</a>, que recebe R$ 2,5 bilhões do Novo PAC para gerar, assim que todos estiverem prontos,&nbsp;mais de 155&nbsp;mil novas vagas,&nbsp;<a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mec-n-357-de-29-de-abril-de-2026-702421985">majoritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio</a>.&nbsp;A política visa atender regiões que não contam com a cobertura da EPT ou que registram baixo número de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população.&nbsp;</p>



<p>A Resolução também determina que as instalações das novas sedes dos campi Belford Roxo e São Gonçalo, do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), sejam&nbsp;reenquadradas como obras de consolidação, mantendo em 111 o número de novas unidades em implementação.&nbsp;O&nbsp;Novo PAC investe R$ 1,4 bilhão para garantir que os campi de institutos federais possuam a infraestrutura completa, qualificando a oferta do ensino, da pesquisa e da extensão. Para isso, os recursos são alocados na construção de&nbsp;restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula,&nbsp;laboratórios, quadras poliesportivas&nbsp;e, como no caso das duas novas sedes,&nbsp;em instalações definitivas.&nbsp;</p>



<p>Já para a educação superior, a Resolução prevê a elaboração de novos laboratórios no&nbsp;Campus Sosígenes Costa, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Desde sua concepção,&nbsp;o Novo PAC assegurou a&nbsp;criação&nbsp;de 11 novos campi de universidades federais, além de outras 421 obras que já foram finalizadas ou que ainda estão em&nbsp;andamento. O programa alocou R$ 3,9 bilhões para construção, reforma e ampliação de infraestrutura acadêmica e administrativa, além de&nbsp;mais R$ 1,9 bilhão para modernização, expansão e aquisição de equipamentos para os hospitais universitários federais.&nbsp;</p>



<p><strong>Novo PAC –</strong>&nbsp;O&nbsp;Novo&nbsp;Programa&nbsp;de Aceleração do Crescimento&nbsp;foi formulado para acelerar o crescimento econômico e a inclusão social do país, com foco na&nbsp;geração de emprego, renda e redução das desigualdades. A política abrange diversos setores,&nbsp;como saneamento, habitação, saúde, educação, mobilidade urbana e esporte,&nbsp;e&nbsp;prioriza a retomada de obras paralisadas, bem como&nbsp;a&nbsp;conclusão de projetos estruturantes. O Novo PAC investirá&nbsp;R$ 1,8 trilhão em todos os estados do Brasil, sendo R$ 1,3 trilhão até 2026 e R$ 0,5&nbsp;trilhão após 2026.&nbsp;</p>



<p><em>Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações das Secretarias de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e de Educação Superior (Sesu)</em>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Maio Laranja!" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/TbDheLXB87A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/governo-do-brasil-inclui-mais-obras-da-educacao-no-novo-pac/">Governo do Brasil inclui mais obras da educação no Novo PAC</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/governo-do-brasil-inclui-mais-obras-da-educacao-no-novo-pac/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A tristeza ficou bonita demais nas redes sociais</title>
		<link>https://ipiracity.com/a-tristeza-ficou-bonita-demais-nas-redes-sociais/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-tristeza-ficou-bonita-demais-nas-redes-sociais</link>
					<comments>https://ipiracity.com/a-tristeza-ficou-bonita-demais-nas-redes-sociais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 16:28:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=175800</guid>

					<description><![CDATA[<p>A cena muda um pouco, mas chega sempre com a mesma temperatura. Um quarto baixo de luz. A cama sem arrumar. Um copo parado perto do notebook. A janela com chuva, ou só com a cidade borrada atrás do vidro. Um banco de carro à noite. Faróis esticados no para-brisa. Um corredor de metrô. Um [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-tristeza-ficou-bonita-demais-nas-redes-sociais/">A tristeza ficou bonita demais nas redes sociais</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cena muda um pouco, mas chega sempre com a mesma temperatura. Um quarto baixo de luz. A cama sem arrumar. Um copo parado perto do notebook. A janela com chuva, ou só com a cidade borrada atrás do vidro. Um banco de carro à noite. Faróis esticados no para-brisa. Um corredor de metrô. Um rosto pela metade, cortado de propósito, para que a pessoa pareça menos alguém e mais uma sensação. A música vem antes da frase. Baixa, lenta, já conhecida. No meio da tela, poucas palavras sobre cansaço, abandono, saudade, domingo, vontade de sumir por um tempo. Não há enredo. Não há começo. Não há motivo. Mesmo assim, a imagem é lida sem esforço.</p>



<p>A tristeza ganhou desenho. Tem horário, luz, objeto, ritmo. A madrugada ajuda. A chuva ajuda. O café frio ajuda. O livro aberto ajuda. O fone de ouvido ajuda. A janela de ônibus ajuda. O espelho sujo ajuda. Tudo ali parece recolhido da vida comum, mas já não funciona do mesmo jeito. A janela não serve para ver a rua. Serve para marcar distância. O café não serve para acordar. Serve para dizer que a noite passou em claro. O fone não toca só música. Levanta uma parede. O livro aberto talvez nem esteja sendo lido. Basta estar ali, perto da mão, emprestando peso ao silêncio.</p>



<p>Essa gramática não foi decretada. Apareceu pela repetição. Vídeos curtos, fotos salvas, capas de playlist, montagens de filmes, restos de Tumblr, murais de Pinterest, legendas de Instagram, cortes de TikTok. Aos poucos, a tristeza deixou de circular como confissão e passou a circular como clima. A pessoa não precisa contar o que houve. Coloca uma música, escolhe uma imagem, deixa uma frase curta e espera que o conjunto faça o trabalho. Muitas vezes faz.</p>



<p>A dor, desse jeito, não fica necessariamente falsa. Falso é uma palavra limpa demais para uma coisa tão embolada. O que acontece é mais incômodo. Antes de aparecer, a tristeza se arruma. Passa por uma luz, por uma fonte, por uma música, por uma escolha de enquadramento. O sofrimento bruto, aquele que chega sem educação, com corpo pesado e frase ruim, ganha roupa para sair. E sai.https://www.revistabula.com/159653-a-tristeza-ficou-bonita-demais-nas-redes-sociais/</p>



<p>Pessoas tristes sempre procuraram forma para a tristeza. Antes das redes, havia carta, diário, fita gravada, bilhete dobrado, telefonema comprido depois da meia-noite, poema copiado na última página do caderno, verso escrito na carteira da escola. Havia também o silêncio, às vezes mais eloquente que qualquer frase. O que mudou foi a vitrine. Hoje, a tristeza pode ser preparada, publicada, medida, salva, republicada, transformada em prova de sensibilidade. Ela entra no mesmo circuito da comida bonita, do corpo treinado, da viagem, da indignação, do amor, da leitura. Tudo precisa encontrar uma superfície. A melancolia encontrou a sua.</p>



<p>A internet não inventou a vontade de sofrer com estilo. Essa vontade é antiga, humana, um pouco ridícula, um pouco comovente. Em “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, Goethe já mostrava um rapaz incapaz de separar a ruína da linguagem. Werther sofre, mas sofre escrevendo. A ferida vem com frase, ritmo, pose, intensidade. O amor infeliz vira forma de ocupar o mundo. A dor dá ao personagem uma imagem de si mesmo mais forte do que a vida comum poderia dar. Séculos depois, a carta virou legenda. O leitor distante virou seguidor. A espera virou visualização. O dedo toca a tela e a dor encontra gente.</p>



<p>A literatura cuidou dessa região com outra demora. Em “O Livro do Desassossego”, Fernando Pessoa não deixa o tédio bonito demais. Ele mexe nele como quem abre uma gaveta velha e encontra papéis, recibos, pó, cartas nunca enviadas. O desconforto não aparece como ornamento. Aparece como casa. Em “Tabacaria”, Álvaro de Campos olha o próprio fracasso até que a lucidez comece a ferir. A tristeza não entra como cenário. Ela pensa, se contradiz, se humilha, se engrandece, tropeça em si mesma.</p>



<p>Quando uma frase dessas se solta do corpo do poema e vai parar sobre uma fotografia escura, há perda. A voz fica menor. O atrito desaparece. O autor vira carimbo emocional. Mas nem toda perda termina em vazio. Uma legenda ruim pode levar alguém a um livro bom. Um corte sentimental pode empurrar alguém para um filme inteiro. Uma música usada como fundo de vídeo pode abrir a porta de um álbum. A cultura digital estraga muita coisa pelo excesso de uso. Também espalha coisas que ficariam presas em prateleiras nobres demais, longe de quem chega cansado, distraído, tarde da noite, com o celular na mão.</p>



<p>O leitor apressado nem sempre é vazio. Às vezes está só exausto. Lê em pedaços. Escuta em pedaços. Trabalha, responde mensagem, dorme mal, tenta manter a atenção em pé enquanto tudo ao redor a puxa pelo tornozelo. A frase destacada, a cena recortada, a faixa isolada não substituem a obra. Muitas vezes a traem. Mas podem guardar uma fagulha. O perigo começa quando a fagulha passa a bastar.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quando-o-filme-vira-atalho">Quando o filme vira atalho</h2>



<p>O cinema ensinou boa parte do vocabulário visual dessa tristeza. Não a tristeza berrada, com rosto molhado e explicação no diálogo. A outra, mais fácil de imitar e mais difícil de viver. A tristeza de uma pessoa sentada numa cama de hotel sem saber o que fazer com a própria vida. A tristeza de duas pessoas que se desejam e não se tocam. A tristeza de uma lembrança feliz voltando torta, cheia de sol, música e falhas. “Encontros e Desencontros”, “In the Mood for Love” e “Aftersun” circulam tanto porque entregam imagens em que a dor não precisa levantar a voz. Ela fica numa nuca, numa luz de corredor, numa dança meio deslocada, num silêncio depois da frase.https://www.revistabula.com/159653-a-tristeza-ficou-bonita-demais-nas-redes-sociais/</p>



<p>Nas redes, essa demora se quebra. O que num filme pede tempo, no feed vira reconhecimento rápido. Um quarto. Uma música. Um elevador. Um trem passando. Um cigarro que talvez nem seja aceso. Uma cidade com neon. O cinema vira banco de gestos. A cena já nasce pronta para ser retirada de onde estava e usada de novo, em outro corpo, com outra legenda. O sentimento chega em cápsula. Não é preciso atravessar o filme. Basta reconhecer a temperatura.</p>



<p>Um filme lento obriga a pessoa a ficar. Aguentar o intervalo. Suportar a impaciência. Esperar que a imagem trabalhe sem explicar tudo. Um vídeo triste de poucos segundos entrega o sinal e vai embora. Diz que aquilo é solidão, que aquilo é saudade, que aquilo é fim. Se pega, será salvo. Se pega muito, será imitado. A travessia vira marcação. A tristeza vira um gesto que todo mundo sabe repetir.</p>



<p>A música chega por outro caminho, mais direto. Uma canção altera o ar de um quarto antes que alguém encontre a frase. Algumas vozes parecem sair de dentro de uma ressaca que não é só de bebida. “Blue”, de Joni Mitchell, não põe moldura confortável na tristeza. O disco parece pele sem casaco. “Carrie &amp; Lowell”, de Sufjan Stevens, chega perto do luto com passos domésticos, quase sem levantar poeira. “Punisher”, de Phoebe Bridgers, entende uma vulnerabilidade que já se observa enquanto sangra, com ironia, vergonha e desejo de ser vista.</p>



<p>Nas plataformas, esses estados aparecem em prateleiras. Músicas para chorar. Músicas para dirigir à noite. Músicas para lembrar de alguém. Músicas para estudar com vontade de desaparecer. Músicas para quando nada faz sentido. O nome da playlist já diz ao corpo o que ele deve procurar ali. Quem clica talvez não esteja fabricando uma identidade. Pode estar procurando uma sala escura onde o peso do dia não pareça tão esquisito. Uma canção segura alguém por três minutos. Às vezes, três minutos são muito.</p>



<p>O problema começa quando a plataforma entende o choro como hábito. A pessoa pede abrigo e recebe repetição. Pede linguagem e recebe catálogo. Fica mais um pouco, e a sequência continua. O sistema aprende que aquele estado prende atenção. Não pergunta se a tristeza precisa de silêncio, conversa, sono, sol, ajuda. Pergunta se ela retém. A melancolia passa a funcionar também como preferência de consumo.</p>



<p>Nas imagens, a seleção é ainda mais visível. Entra a solidão perto da janela. Entra o café numa mesa pequena. Entra o livro sublinhado. Entra o quarto escuro. Entra a rua depois da chuva. Entra o rosto bonito cansado de existir. Fica fora a tristeza com louça acumulada, atraso de boleto, cabelo oleoso, quarto abafado, raiva sem elegância, mensagem ignorada, corpo difícil, impaciência com quem só queria ajudar. A dor real raramente chega tão bem iluminada. Repete roupa. Perde prazo. Fala grosso. Come mal. Dorme demais ou não dorme. Às vezes, não rende imagem nenhuma.</p>



<p>A tristeza bonita cobra pedágio. Escolhe o que pode ser olhado sem muita repulsa. Fica com a névoa, não com o cheiro fechado do quarto. Fica com a frase, não com a fala pobre de uma madrugada ruim. Fica com a solidão na cidade, não com a pessoa insuportável dentro de casa. Isso não transforma tudo em mentira. Só muda o peso. A melancolia que circula melhor já vem penteada. A que não sabe posar continua dando trabalho para a própria pessoa, para os amigos, para a família, para o corpo, para a manhã seguinte.</p>



<p>Chamar tudo de encenação seria confortável. Também seria falso. Há sofrimento verdadeiro dentro da pose. E há pose em quase tudo que fazemos diante dos outros. A roupa escolhida para parecer casual. A foto apagada porque revelava demais. A piada feita para esconder carência. A opinião endurecida para não soar frágil. A vida social sempre teve edição. A diferença é que agora a edição entrou em regiões que pareciam protegidas. A dor entrou no guarda-roupa. A solidão ganhou luz. A vulnerabilidade aprendeu a posar sem deixar de ser vulnerável.</p>



<p>A tristeza sem forma assusta. Chega bagunçada, sem argumento, sem utilidade. Numa cultura que cobra melhora, desempenho, resposta rápida, autocuidado, reação, produtividade e bom humor funcional, uma dor que apenas existe parece inconveniente. Então a pessoa transforma aquilo em alguma coisa. Foto, música, frase, vídeo curto. Não cura. Arruma a mesa. Não explica. Permite apontar. Não pede ajuda de modo direto. Deixa um sinal aceso. Às vezes é vaidade. Às vezes é desespero educado.</p>



<p>Byung-Chul Han, em “A Sociedade do Cansaço”, escreveu sobre um sujeito esmagado menos por proibições do que pela cobrança permanente de rendimento. A tristeza de hoje passa por esse cansaço, mas não cabe inteira nele. O esgotamento virou também visual. O rosto cansado. O quarto escuro. A xícara ao lado do computador. A frase sobre não aguentar. A pausa vira imagem dentro de uma máquina que sabe transformar pausa em movimento.</p>



<p>Nessa máquina, a literatura empresta peso. Uma frase de romance ou poema faz a tristeza parecer menos banal. Em vez de escrever “estou mal”, alguém posta um trecho que parece ter atravessado décadas para dizer aquilo com mais autoridade. Pode ser bonito. Pode ser preguiçoso. Pode ser as duas coisas no mesmo minuto. Há frases atribuídas a Clarice Lispector, Camus, Barthes ou Pessoa que circulam quase sem corpo, longe de livro, edição, contexto, às vezes até de autoria. Viram moeda emocional. Não provam leitura. Vestem uma sensação.</p>



<p>O risco é começar a sentir por meio de moldes prontos. Uma decepção amorosa chama uma música específica. Uma crise de domingo chama um vídeo escuro. Uma tristeza sem nome chama um autor francês, uma poeta suicida, um filme em que ninguém parece dormir direito. A cultura dá linguagem para a dor. Isso importa. Sem repertório, muita coisa fica muda. Mas repertório também vira figurino. A pessoa reconhece a própria tristeza quando ela se parece com uma tristeza que já viu.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quando-a-dor-espera-resposta">Quando a dor espera resposta</h2>



<p>Há diferença entre encontrar linguagem e ficar preso nela. A arte costuma pedir permanência diante do incômodo. O poema não entrega tudo na primeira olhada. O filme lento exige que o espectador aguente a própria inquietação. Um álbum triste pede repetição, escuta, às vezes um tipo de silêncio que não cabe bem no dia. A rede prefere o sinal. Quer que a tristeza seja identificável. Quer que o dedo pare. Quer que alguém salve, curta, mande para outro alguém com a frase “sou muito isso”.</p>



<p>Muita gente é. A estética triste não teria se espalhado se não encontrasse matéria viva. Há solidão demais por trás dessas imagens. Há ansiedade, luto, desejo de sumir, amores mal fechados, famílias quebradas, cansaço de trabalhar, cansaço de parecer bem, cansaço de explicar o próprio cansaço. A moldura pode ser repetida. O peso dentro dela nem sempre é pequeno. Uma imagem bonita demais pode carregar alguém que não sabe pedir outra coisa.</p>



<p>A crítica precisa segurar a vontade de superioridade. É fácil rir da foto da chuva, da playlist de madrugada, da frase triste sobre fundo preto, da garota que parece saída de um mural de Pinterest, do rapaz que transforma qualquer decepção em cinema independente. Mais difícil é admitir que quase todo mundo faz alguma versão disso. Cada época tem sua pose de dor. O poeta tuberculoso. O dândi entediado. O existencialista de cigarro. O roqueiro autodestrutivo. O adolescente do Tumblr. A menina triste do TikTok. O adulto que posta ironia porque não consegue postar fragilidade. Mudam os objetos. A vontade de ser visto permanece.</p>



<p>A rede acrescenta o retorno imediato. A tristeza publicada recebe resposta, ou não. As duas coisas mexem no corpo. Uma postagem triste com muitas curtidas parece confirmar que a dor achou forma. Uma postagem triste ignorada parece dizer que nem a dor foi suficiente. A pessoa entrega um pedaço vulnerável, mesmo editado, e espera um sinal de que alguém viu. Quando vem, alivia. Quando não vem, a solidão ganha recibo.</p>



<p>A melancolia bonita encosta no consumo com facilidade. Vende roupa, livro, café, filme, cidade, luminária, fone de ouvido, vinil, assinatura, decoração, identidade. O quarto triste pode ser montado. A playlist pode ser seguida. O livro pode aparecer na foto antes de ser lido. A tristeza deixa de ser só sentimento e vira ambiente. Dá para comprar os objetos que fazem o mal-estar parecer interessante. A dor não desaparece. Ganha cenário.</p>



<p>Mesmo assim, alguma coisa escapa. A tristeza verdadeira nunca cabe inteira na imagem. Fica sempre um resto fora do quadro. Um cheiro de quarto fechado. Uma conversa adiada. Uma vergonha. Uma noite em que a música não ajuda. Um dia claro demais para a dor parecer bonita. Esse resto impede que a vida seja totalmente absorvida pela estética. Nele, a tristeza deixa de ser clima e volta a ser coisa sem acabamento.</p>



<p>A internet tornou pública uma fome antiga: a vontade de que a dor tenha forma e testemunha. A arte já fazia isso com demora, risco, atrito. A rede troca boa parte da demora por reconhecimento. Um poema pede que a pessoa se perca um pouco. Um filme pede tempo. Uma canção pede corpo. Uma postagem pede reação. Nenhuma dessas formas é pura. Nenhuma salva por si. Mas a velocidade muda a experiência. O sentimento chega já procurando seu formato de saída.</p>



<p>A tristeza ficou bonita demais porque a tristeza feia é difícil de encarar. É mais suportável vê-la com chuva no vidro, música baixa, frase boa, luz mínima. A beleza nem sempre mente. Às vezes cobre uma ferida para que ela não fique exposta ao ar. Às vezes disfarça. Às vezes permite que a dor não fique completamente muda. Mas curativo também gruda na pele. Uma imagem repetida demais começa a ensinar como alguém deve sofrer para ser entendido.</p>



<p>A cena, no fim, continua pequena. Alguém sozinho, tarde da noite, com o celular na mão. A música toca no fone. A mesma, ou parecida, toca para milhares de pessoas isoladas naquele instante, cada uma no seu quarto, cada uma acreditando que sua tristeza é particular demais para ser dita. A pessoa escolhe uma foto escura. Escreve uma frase. Apaga. Escreve outra. Apaga de novo. Por alguns segundos, antes de publicar, a dor ainda não virou conteúdo. Não tem filtro, legenda, público, beleza suficiente para atravessar a tela. Está ali, crua, meio sem postura. Depois o dedo toca em publicar. A tristeza encontra uma forma. A solidão, por um instante, parece menos sozinha do que era.</p>



<p>Fonte: Bula Conteúdo / Foto: Reprodução</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="PODTEACHER - ENTENDA O QUE É A TEOLOGIA DA BATALHA ESPIRITUAL" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/8ZdVolgOHJw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-tristeza-ficou-bonita-demais-nas-redes-sociais/">A tristeza ficou bonita demais nas redes sociais</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/a-tristeza-ficou-bonita-demais-nas-redes-sociais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A geração de escritoras brasileiras que tomou o centro da literatura</title>
		<link>https://ipiracity.com/a-geracao-de-escritoras-brasileiras-que-tomou-o-centro-da-literatura/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-geracao-de-escritoras-brasileiras-que-tomou-o-centro-da-literatura</link>
					<comments>https://ipiracity.com/a-geracao-de-escritoras-brasileiras-que-tomou-o-centro-da-literatura/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[escritoras brasileiras]]></category>
		<category><![CDATA[Geração]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=175797</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma mesa de livraria, daquelas perto da entrada, muda de rosto toda semana. Às vezes diz, sem querer, o que os relatórios só confirmam depois. Não a mesa dos clássicos, com os mortos em capa nova, nem a pilha de romances estrangeiros recém-chegados, empurrados para a frente da loja enquanto ainda têm cheiro de lançamento. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-geracao-de-escritoras-brasileiras-que-tomou-o-centro-da-literatura/">A geração de escritoras brasileiras que tomou o centro da literatura</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mesa de livraria, daquelas perto da entrada, muda de rosto toda semana. Às vezes diz, sem querer, o que os relatórios só confirmam depois. Não a mesa dos clássicos, com os mortos em capa nova, nem a pilha de romances estrangeiros recém-chegados, empurrados para a frente da loja enquanto ainda têm cheiro de lançamento. A mesa misturada. Lançamentos, reedições, livros que o TikTok puxou antes dos jornais, romances que ganharam nova vida depois de um clube de leitura, vídeos de booktokers mostrando capa, trecho marcado, pilha ao lado da cama, poesia fina, prêmio literário, boca a boca, insistência de professora, presente de aniversário, exemplar que alguém emprestou e não viu mais. Basta olhar um pouco. Boa parte dos nomes ali são de mulheres.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-centro-mudou-a-rotina-nem-tanto">O centro mudou, a rotina nem tanto</h2>



<p>Em Goiânia, Marcela Dantés estava na programação de um evento literário. Havia um almoço marcado. Ela não foi. Precisava trabalhar. O livro já saiu para o mundo, o nome aparece no cartaz, alguém reserva a mesa, mas as contas não esperam o fim do evento. A autora convidada para falar de literatura trocou o almoço por algumas horas de trabalho.</p>



<p>Natalia Timerman mostra outra face do mesmo problema. Uma das escritoras mais respeitadas de sua geração, autora de “Desterros”, “Rachaduras” e “Copo Vazio”, continuou trabalhando como médica. O livro encontra leitores, ganha respeito, vira conversa, mas raramente resolve a sobrevivência do mês. A escrita entra onde dá, entre consulta, aula, prazo e cansaço.</p>



<p>O lugar simbólico mudou. A rotina, nem tanto. Essas autoras aparecem em vitrines, prêmios, cursos, listas, clubes de leitura. Ainda assim, muitas escrevem no intervalo, no fim do dia, na hora que sobra do trabalho pago, do cuidado, da viagem, da consulta, do almoço recusado. De perto, esse lugar é menos brilhante. Tem contas no fim do mês e tempo escasso.</p>



<p>A literatura brasileira foi contada por muito tempo como uma história organizada em torno de homens, é claro, embora algumas mulheres tenham ficado grandes demais para desaparecer. Clarice Lispector causou assombro, uma estrangeira instalada dentro do português. Lygia Fagundes Telles trouxe uma inteligência capaz de ferir sem levantar a voz. Hilda Hilst trouxe o corpo, a blasfêmia e o excesso. Carolina Maria de Jesus, hoje redescoberta, atravessou a sala com “Quarto de Despejo”, trazendo fome, lixo, moedas contadas, cansaço, uma vida que a literatura de salão preferiu transformar em cenário olimpiano, distante e inalcançável. Cecília Meireles, Rachel de Queiroz, Henriqueta Lisboa e outras sempre estiveram lá. O problema é a lógica quase perversa. A escritora podia ser enorme, desde que parecesse exceção. A exceção não derrubava a regra.</p>



<p>Agora a sala está mais difícil de arrumar. Mariana Salomão Carrara, Giovana Madalosso, Andréa del Fuego, Carla Madeira, Adriana Lisboa, Ana Martins Marques, Tatiana Salem Levy, Natalia Timerman, Marcela Dantés e Cíntia Moscovich não formam escola. Não escrevem com a mesma temperatura, não têm o mesmo público, não lidam com o texto do mesmo jeito. Umas chegam a muitos leitores. Outras avançam por caminhos mais lentos, em cursos, prêmios, leituras críticas, revistas, canais do YouTube, clubes de leitura. Há romance, conto, poesia, memória, fábula, deslocamento, escuta clínica, drama doméstico, erotismo, infância roubada, velhice, exílio.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-casa-como-territorio-literario">A casa como território literário</h2>



<p>A divisão começa pelos assuntos. Guerra parecia grande. Estado parecia grande. Crime, dinheiro, rua, poder, história nacional, violência pública. Isso recebia mais depressa o selo de literatura séria. Casa, maternidade, casamento, corpo, cuidado, doença, velhice, desejo, abandono e luto ficavam numa gaveta menor, com nomes que pareciam elogio e funcionavam como diminuição. Íntimo, sensível, psicológico, ou seja, feminino. Como se o quarto não fosse político. Como se a cozinha não precisasse de dinheiro. Como se a porta de serviço não explicasse o país melhor do que os discursos.</p>



<p>A casa sempre soube demais. Nela, a classe social vive seu universo íntimo e particular. A violência aprende a baixar o volume. A culpa atravessa gerações. O corpo recebe ordens antes de aprender a recusá-las. O amor, tantas vezes, aparece misturado à logística. Remédio, escola, salário, silêncio, comida, dívida, sexo, espera. Quando essas escritoras levam a casa para a página, o mundo aparece ali dentro, de forma crua.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.revistabula.com/wp/wp-content/uploads/2026/05/Carla-Madeira-e-Giovana-Madalosso-1036x594-1778003485.webp" alt="Carla Madeira e Giovana Madalosso" class="wp-image-159850"/><figcaption class="wp-element-caption">Entre a casa urbana e o drama popular, Carla Madeira e Giovana Madalosso mostram que maternidade, desejo, culpa e classe também organizam a vida brasileira</figcaption></figure>



<p>Giovana Madalosso parte de um arranjo conhecido em “Suíte Tóquio”. Uma mãe, uma filha, uma babá, um apartamento, trabalho, trânsito, ausência. Maju é contratada para cuidar de Cora, filha de uma executiva de televisão. O que parecia doméstico fica econômico, afetivo, urbano. Ao falar do romance, Madalosso disse que queria “colocar uma lupa no ambiente doméstico”. A frase serve porque diz o essencial. A casa não fica fora do mundo. Muitas vezes, é ali que ele aparece, sem disfarces.</p>



<p>A maternidade, em “Suíte Tóquio”, não paga tributo à devoção nem à culpa, embora as duas estejam ali. Passa por dinheiro, cansaço, ressentimento e desejo de sumir, ainda que por alguns dias, horas, minutos. Quem cuida? Quem pode desaparecer por algumas horas? Quem recebe pelo cuidado? Quem se apega à criança? Quem tem direito à fuga? Quando a edição em inglês do romance entrou na lista dos cem livros notáveis de 2025 do “The New York Times”, a notícia saiu como vitória de exportação literária. A informação importa porque uma autora brasileira atravessou a fronteira. Um apartamento brasileiro, com babá, mãe exausta, criança e diferença de classe, pôde ser lido fora daqui.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-emocao-venda-e-legitimidade">Emoção, venda e legitimidade</h2>



<p>Carla Madeira chega por outro caminho, mais popular e mais ruidoso. “Tudo é Rio” não tem vergonha de drama. Paixão, culpa, ciúme, sexo, violência, perdão, queda, reconciliação. O romance não baixa a temperatura até a última página e causou frisson e filas em várias cidades brasileiras. Isso incomoda parte da crítica, que aprendeu a tratar emoção legível como suspeita, sobretudo quando muita gente lê. O livro, publicado originalmente em 2014 e relançado pela Record, tornou-se fenômeno de venda, e Carla era apresentada como uma das autoras mais lidas do país.</p>



<p>Um livro não fica bom porque vende. Também não fica pior por isso. A questão é mais ampla e menos preguiçosa. Envolve o direito de um livro vender muito sem que isso o descredibilize. Carla não foge do sentimento. Pode-se discutir forma, linguagem, escolhas, exageros. Deve-se discutir. Mas há uma força evidente no modo como tantos leitores encontraram ali uma forma de passar por culpa, desejo, vergonha e perdão sem pedir desculpa por isso. Em entrevista ao “Le Monde Diplomatique Brasil”, Carla resumiu parte de sua matéria literária numa frase sem verniz: “as tragédias são atravessadas e influenciadas pelo amor”.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-exilio-memoria-e-corpo">Exílio, memória e corpo</h2>



<p>Adriana Lisboa escreve em outro tom. Seus livros chegam aos poucos e também se revelam aos poucos. Em “Azul-Corvo” e “Sinfonia em Branco”, deslocar-se não significa apenas mudar de país, cidade ou idioma. Significa descobrir que a origem viaja no corpo e na memória. Ela reaparece em nomes, fotografias, sotaques que mudam de cor e significado quando atravessam outra língua. “Sinfonia em Branco” venceu o Prêmio José Saramago, e os livros de Adriana foram traduzidos em mais de vinte países. Nos romances dela, deslocar-se também é forma. Sair de um lugar nunca significa sair inteiro.</p>



<p>Adriana escreve o Brasil de longe sem transformar a distância em imagem bonita da perda. O país, em sua obra, às vezes se mostra justamente pelo que falta. “Sinfonia em Branco” carrega uma violência que não precisa de gritos. Ela se deposita na memória familiar, no corpo, no modo como uma lembrança se recusa a calar. Adriana escreve o que permanece depois do acontecimento. Não o trauma ou pequenas alegrias, mas seus resíduos. Aquilo que muda a postura de alguém, o modo de olhar, a maneira de entrar num quarto. Os livros dela ficam nesse vão. O corpo está num lugar, a memória em outro.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.revistabula.com/wp/wp-content/uploads/2026/05/Tatiana-Salem-Levy-e-Adriana-Lisboa-1036x594-1778003419.webp" alt="Tatiana Salem Levy e Adriana Lisboa" class="wp-image-159849"/><figcaption class="wp-element-caption">Tatiana Salem Levy e Adriana Lisboa escrevem sobre deslocamento, herança, corpo e memória familiar sem transformar a experiência privada em assunto menor</figcaption></figure>



<p>Tatiana Salem Levy escreve a partir de heranças que não ficam quietas. Em “A Chave de Casa”, o objeto do título promete retorno, origem e alguma explicação. Mas a chave não simplifica nada. Abre uma casa e, junto com ela, uma rede de exílio, judaísmo, corpo, doença, desejo. O romance de estreia venceu o Prêmio São Paulo de Literatura em 2008 e foi traduzido para vários idiomas. Uma casa herdada pode ser também um corpo herdado, uma língua herdada, uma ferida herdada.</p>



<p>Em “Vista Chinesa”, a violência contra o corpo não vira símbolo da fragilidade domesticada. Fica exposta, difícil, sem aquela organização narrativa que transforma sofrimento em mensagem. Tatiana escreve perto do ponto em que a vida privada já foi invadida pela brutalidade pública, e a separação entre as duas coisas se torna impossível. A literatura, ali, não repara a violência. Recusa, mas se recusa a deixá-la limpa.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-escuta-morte-e-assombro">Escuta, morte e assombro</h2>



<p>Natalia Timerman escreve a partir da escuta. Médica psiquiatra, traz para a escrita uma atenção aos lugares onde a fala não dá conta, mas sua literatura não pode ser reduzida à profissão. “Desterros” nasceu de sua experiência no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário de São Paulo. “Rachaduras” foi finalista do Jabuti. “Copo Vazio” se aproxima do abandono amoroso sem transformá-lo em lição.</p>



<p>A dor, em Natalia, não se penteia para o leitor. Não recebe um nome rápido, não vira conteúdo, não oferece saída limpa ou agradável. O mundo em que vivemos aprendeu a legendar qualquer angústia. Tudo pede categoria, diagnóstico, post no Instagram, vocabulário terapêutico de bolso. Natalia não deixa o sofrimento claro demais. Algumas feridas não têm manual e, de alguma forma, parecem fazer parte do processo de existir. Algumas não melhoram porque foram narradas. Algumas apenas ficam no corpo, sem obedecer à explicação. Em entrevista ao “Rascunho”, ela disse que se propõe a anotar “quase ideias, pedaços de frases, palavras soltas”. A frase serve também para entender a sua literatura. O sofrimento não chega inteiro. Chega em cacos, picado, retalhado.</p>



<p>Marcela Dantés escreve baixo. Como se sussurrasse apenas. Mas não escreve assim por suavidade. “Nem Sinal de Asas”, seu primeiro romance, foi finalista de prêmios importantes e já trazia morte, família, estranhamento e desconexão. A literatura de Dantés parece querer deixar a porta encostada. Um objeto sobre a mesa, uma ausência, um parentesco, um cômodo que parece igual ao de ontem e de repente já não parece.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.revistabula.com/wp/wp-content/uploads/2026/05/Natalia-Timerman-e-Marcela-Dantes-1-1036x594-1778003641.webp" alt="Natalia Timerman e Marcela Dantés" class="wp-image-159852"/><figcaption class="wp-element-caption">Natalia Timerman e Marcela Dantés se aproximam da dor, da ausência e da morte por caminhos contidos, atentos ao que nem sempre cabe em explicação</figcaption></figure>



<p>Marcela continuou trabalhando esse território em “João Maria Matilde” e “Vento Vazio”. Suas famílias não são feitas apenas de amor e trauma, palavras enormes que hoje servem para cobrir quase tudo. São feitas de pequenas omissões. Coisas que ninguém diz porque todos reconheceriam. A morte, em Marcela, não precisa entrar com capa preta. Ela fica no ambiente, à espreita. Perto da mobília, da sala, do ar parado, da frase que alguém deixa pela metade. A cena de Goiânia não destoa dessa obra: alguém falta ao almoço para conseguir trabalhar.</p>



<p>Andréa del Fuego mexe no real por dentro. Em “Os Malaquias”, há família, morte, infância, campo, superstição, desastre. Mas o romance não se comporta como narrativa rural das escolas literárias brasileiras. O estranho nasce dentro da própria genealogia. Vem da história repetida até perder a forma, do pressentimento, da tragédia que vira relato, do relato que vira lenda, da lenda que continua interferindo nos vivos. O assombro como cena do cotidiano.</p>



<p>A vida familiar, em Andréa, não precisa abandonar a realidade para ficar assombrada. Basta que alguém conte uma história mais uma vez. Basta que o passado não aceite morrer direito. Em texto sobre os bastidores de “Os Malaquias”, a autora usou a imagem do andaime e da parede para falar do processo de escrita. A imagem serve também para seus livros. Escrever é descobrir o que sustenta e o que apenas ajudou a erguer.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conto-poesia-e-infancia">Conto, poesia e infância</h2>



<p>Cíntia Moscovich leva o texto para o conto. Não como apêndice do romance. Como forma própria. Em “Essa Coisa Brilhante que É a Chuva”, ela escreve sobre famílias, comida, ciúme, doença, velhice, humor, morte e memória judaica sem transformar o cotidiano em miniatura delicada. O conto, com ela, depende de corte e subtexto. Uma refeição carrega ressentimento. Uma visita muda de temperatura. Uma frase chega tarde e estraga a sala. Além dos livros, Cíntia tem outro peso no campo literário. Formou e orientou escritores em oficinas de criação, como a “Oficina do Subtexto”, voltada à escrita ficcional e ao conto moderno. Parte de sua importância está aí também, nesse trabalho menos visível de formar olhar, ouvido e paciência para a narrativa.</p>



<p>Se Cíntia Moscovich lembra que o romance não manda sozinho, Ana Martins Marques leva essa ideia um pouco adiante. A poesia também participa dessa tomada de centro, embora faça menos barulho. Em livros como “O Livro das Semelhanças” e “Risque Esta Palavra”, ela parte de objetos comuns: uma carta, uma mala, uma xícara, um quarto, uma viagem, uma ausência. Nada aparece como enfeite. O poema olha de novo para aquilo que parecia pequeno. O pensamento não vem depois da imagem. Está ali, no objeto, na palavra deslocada, no intervalo entre duas pessoas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.revistabula.com/wp/wp-content/uploads/2026/05/Cintia-Moscovich-e-Andrea-del-Fuego-1036x594-1778003730.webp" alt="Andréa del Fuego e Cíntia Moscovich" class="wp-image-159853"/><figcaption class="wp-element-caption">Andréa del Fuego e Cíntia Moscovich ampliam o campo da ficção ao trabalhar família, assombro, conto, subtexto e memória sem reduzir o cotidiano a delicadeza</figcaption></figure>



<p>O cotidiano não é pobre. Às vezes só foi olhado depressa demais. Há livros que precisam provar que existem. Os poemas de Ana Martins Marques fazem outro percurso. Diminuem o volume até que o leitor escute melhor.</p>



<p>Mariana Salomão Carrara escreve de perto a infância, o abandono e a vulnerabilidade. Seus livros se aproximam de crianças, velhos, famílias quebradas, instituições e desamparos sem transformar a fragilidade em cartaz. A infância, ali, não é jardim perdido. É o lugar onde o mundo adulto deixa marcas antes que exista vocabulário para entendê-las. Há uma violência específica em depender de quem não sabe cuidar. Em esperar uma ordem que não virá. Em ser atingido por decisões tomadas acima da própria cabeça.</p>



<p>Mariana escreve perto desse desamparo, mas não o transforma em vitrine moral. Suas crianças não aparecem para facilitar a comoção. Existem num mundo que já falhou antes de lhes oferecer explicação. Em “A Árvore Mais Sozinha do Mundo”, a vida no campo, o trabalho com a terra e a convivência familiar entram sem cartão-postal. O campo não é o descanso da cidade. É outra forma de pressão e existência.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-une-trajetorias-tao-diferentes">O que une trajetórias tão diferentes</h2>



<p>O risco de qualquer recorte é parecer definitivo. “Geração de escritoras” é uma expressão útil, mas junta trajetórias muito diferentes. Cíntia Moscovich e Adriana Lisboa vêm de percursos mais longos. Carla Madeira encontrou um público de outra escala. Ana Martins Marques trabalha numa zona mais silenciosa. Natalia Timerman escreve perto da medicina, das instituições e do sofrimento psíquico. Tatiana Salem Levy traz exílio, corpo e memória familiar. Giovana Madalosso lê a casa urbana pelo trabalho e pela maternidade. Andréa del Fuego torce o real pela fábula. Marcela Dantés escreve a morte em voz baixa. Mariana Salomão Carrara se aproxima dos vulneráveis sem transformá-los em símbolo. A força do conjunto está justamente no que ele não consegue uniformizar.</p>



<p>Há ausências. Dez nomes não dão conta da literatura brasileira escrita por mulheres. Ficam de fora autoras negras, indígenas, periféricas, poetas da cena oral, contistas de editoras pequenas, escritoras que chegam com mais dificuldade às livrarias caras, nomes que não aparecem nos suplementos culturais com a mesma frequência, vozes que publicam sem a proteção dos grandes catálogos. Dizer que escritoras tomaram o centro não significa dizer que esse espaço ficou justo. Ele continua filtrando raça, sotaque, endereço, editora, rede de contato, dinheiro, tempo livre. Ainda se chama de universal, com mais facilidade, o que vem de certos endereços.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.revistabula.com/wp/wp-content/uploads/2026/05/Mariana-Salomao-Carrara-e-Ana-Martins-Marques--1036x594-1778003791.webp" alt="Mariana Salomão Carrara e Ana Martins Marques " class="wp-image-159854"/><figcaption class="wp-element-caption">Mariana Salomão Carrara e Ana Martins Marques olham para objetos, infância, abandono e vulnerabilidade, fazendo do pequeno uma forma de revelar o mundo</figcaption></figure>



<p>O mercado aprende rápido. Quando percebe que escritoras vendem, também aprende a empacotá-las. “Literatura de mulheres” pode ajudar uma leitora a encontrar um livro, mas pode jogar autoras muito diferentes na mesma prateleira mental. A cultura digital faz parecido. Um romance vira clima. Um poema vira card. Uma escritora vira nome bonito no feed. Ainda assim, não dá para desprezar esse caminho. Um leitor pode chegar à Adriana Lisboa por uma frase fotografada, à Natalia Timerman por um vídeo apressado, à Ana Martins Marques por um poema solto. O começo pode ser pobre. A leitura, quando acontece, não precisa ser.</p>



<p>Quem despreza as redes costuma esquecer que leitor apressado nem sempre é leitor frívolo. Às vezes é só alguém sem tempo. Gente que lê no ônibus, no intervalo, antes de dormir, com o celular ao lado e a casa chamando. Uma recomendação ruim não arruína necessariamente a leitura. O problema começa quando o livro vira enfeite de identidade, senha de pertencimento, prova pública de sensibilidade. E isso não nasceu na internet. A universidade também sabe transformar livro em território cercado. Há autores com donos, obras com porteiro, interpretações autorizadas antes da leitura. A crítica importa, o estudo importa, a sala de aula importa. Mas a literatura não pode depender de carimbo para existir. Quando um livro só pode ser lido do jeito certo, por gente certa, no vocabulário certo, alguma coisa ali já foi domesticada e catequizada.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-brasil-visto-de-perto">O Brasil visto de perto</h2>



<p>O que essas escritoras têm em comum não é uma pauta. É o modo como forçam a literatura a olhar para lugares que ela sempre tratou como menores. A desigualdade aparece entre patroa e babá. A história se mostra num sobrenome, numa chave, numa língua herdada. A política aparece no cuidado. A violência atravessa o quarto. A morte ocupa uma cadeira vazia no almoço. O exílio cabe na pronúncia de uma palavra. A poesia começa num objeto banal e termina mexendo na respiração de quem lê.</p>



<p>A literatura brasileira se acostumou a reconhecer o Brasil quando ele vinha com sinais grandes: território, povo, violência pública, miséria visível, épico, história nacional. Essas autoras não abandonam essas matérias. Puxam tudo para mais perto da pele. O Brasil aparece na cama do casal, na criança que depende de adultos instáveis, no hospital, na cozinha, no apartamento, na cidade estrangeira, no corpo violentado, na mãe que imagina outra vida, na velha história de família, no poema que olha para uma mesa e percebe que nenhuma mesa é apenas mesa.</p>



<p>Clarice Lispector já havia feito de uma cozinha, em “A Paixão Segundo G.H.”, um lugar de vertigem. Lygia Fagundes Telles, em “As Meninas”, aproximou juventude, política e desejo sem transformar nenhum deles em tese. Carolina Maria de Jesus fez do diário uma forma de presença. Essas obras não estavam à margem. O que mudou foi a maneira de ler o conjunto. Hoje parece mais difícil tratar escritoras brasileiras como aparições isoladas.</p>



<p>Em “O Leopardo”, Lampedusa pôs na boca de Tancredi a frase que atravessou o século: “Se queremos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude.” A literatura brasileira mudou bastante para que a cena de Goiânia ainda pareça familiar. As mulheres passaram a ocupar a parte mais viva da conversa. Ainda assim, uma escritora reconhecida pode precisar trocar o almoço por trabalho. A obra anda. A conta chega.</p>



<p>A mesa da livraria continua sem solenidade. Alguém ajeita uma pilha para que os livros não caiam. Uma capa fica escondida atrás de outra. Um volume vai para a vitrine, depois volta para a estante, depois some. Há etiqueta de preço, poeira fina, luz branca, sacola de papel, dedos abrindo páginas sem compromisso. Uma leitora pega um livro, devolve, pega outro. Um romance vai para casa e talvez não volte de um empréstimo. Um poema é copiado num caderno. Uma frase passa de uma pessoa a outra, já um pouco deformada. A literatura brasileira contemporânea não esperou que lhe concedessem um centro novo. Foi empurrando o peso dos livros, um por um, entre almoços recusados e páginas escritas na marra, até que a sala antiga já não desse conta de tanta coisa fora do lugar.</p>



<p>Fonte: Bula Conteúdo </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SECULT, UPB E A TERRITORIALIZAÇÃO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Vxqy4v3yTsk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-geracao-de-escritoras-brasileiras-que-tomou-o-centro-da-literatura/">A geração de escritoras brasileiras que tomou o centro da literatura</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/a-geracao-de-escritoras-brasileiras-que-tomou-o-centro-da-literatura/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Juliette vem a Salvador para participar de concerto de São João da OSBA</title>
		<link>https://ipiracity.com/juliette-vem-a-salvador-para-participar-de-concerto-de-sao-joao-da-osba/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=juliette-vem-a-salvador-para-participar-de-concerto-de-sao-joao-da-osba</link>
					<comments>https://ipiracity.com/juliette-vem-a-salvador-para-participar-de-concerto-de-sao-joao-da-osba/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Juliette]]></category>
		<category><![CDATA[OSBA]]></category>
		<category><![CDATA[São João]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=175794</guid>

					<description><![CDATA[<p>A cantora&#160;Juliette Freire&#160;será uma das atrações do&#160;São João Sinfônico da OSBA, concerto especial da orquestra que celebra as festas juninas. Marcado para o&#160;dia 6 de junho, às 19h, na&#160;Concha Acústica do TCA, o espetáculo terá regência do maestro&#160;Carlos Prazeres. Conforme apuração do&#160;Alô Alô Bahia, a expectativa é que a participação da cantora seja confirmada oficialmente [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/juliette-vem-a-salvador-para-participar-de-concerto-de-sao-joao-da-osba/">Juliette vem a Salvador para participar de concerto de São João da OSBA</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cantora&nbsp;<strong>Juliette Freire</strong>&nbsp;será uma das atrações do&nbsp;<strong>São João Sinfônico da OSBA</strong>, concerto especial da orquestra que celebra as festas juninas. Marcado para o&nbsp;<strong>dia 6 de junho</strong>, às 19h, na&nbsp;<strong>Concha Acústica do TCA</strong>, o espetáculo terá regência do maestro&nbsp;<strong>Carlos Prazeres</strong>.</p>



<p>Conforme apuração do&nbsp;<strong>Alô Alô Bahia</strong>, a expectativa é que a participação da cantora seja confirmada oficialmente em breve pela OSBA, que ainda deve divulgar outras atrações do tradicional concerto junino.</p>



<p>A participação da artista acontece semanas após Juliette gravar um especial de São João no programa Altas Horas, da TV Globo, onde&nbsp;<strong>se apresentou ao lado de uma orquestra</strong>&nbsp;e interpretou uma versão do clássico<strong>&nbsp;“Ai Que Saudade d’Ocê”</strong>, eternizado na voz de&nbsp;<strong>Elba Ramalho</strong>.</p>



<p>A novidade também surge meses após Juliette anunciar uma pausa na carreira musical, motivada por se sentir pressionada pelo mercado.&nbsp;<strong>“Eu amo música. Tenho uma paixão por música. Ela me traduz muito. Mas a música estava virando obrigação e não amor”</strong>, afirmou na ocasião.</p>



<p>Fonte: Alô alô Bahia /  Foto: Reprodução/Instagram</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="OS EFEITOS DA MUDANÇA CLIMÁTICA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/b_CiIReHsQk?start=5522&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/juliette-vem-a-salvador-para-participar-de-concerto-de-sao-joao-da-osba/">Juliette vem a Salvador para participar de concerto de São João da OSBA</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/juliette-vem-a-salvador-para-participar-de-concerto-de-sao-joao-da-osba/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“A Menina Que Roubava Lixo” retorna ao Teatro Módulo com fantasia, música e reflexão sobre meio ambiente</title>
		<link>https://ipiracity.com/a-menina-que-roubava-lixo-retorna-ao-teatro-modulo-com-fantasia-musica-e-reflexao-sobre-meio-ambiente/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-menina-que-roubava-lixo-retorna-ao-teatro-modulo-com-fantasia-musica-e-reflexao-sobre-meio-ambiente</link>
					<comments>https://ipiracity.com/a-menina-que-roubava-lixo-retorna-ao-teatro-modulo-com-fantasia-musica-e-reflexao-sobre-meio-ambiente/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[“A Menina Que Roubava Lixo”]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=175791</guid>

					<description><![CDATA[<p>Espetáculo infantil mistura imaginação e consciência ambiental em três sessões especiais no mês de maio Uma menina-boneca que ganha vida, personagens fantásticos, músicas envolventes e uma importante reflexão sobre o cuidado com o planeta. Essa é a proposta do espetáculo “A Menina Que Roubava Lixo”, que retorna ao Teatro Módulo para curta temporada, nos dias [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-menina-que-roubava-lixo-retorna-ao-teatro-modulo-com-fantasia-musica-e-reflexao-sobre-meio-ambiente/">“A Menina Que Roubava Lixo” retorna ao Teatro Módulo com fantasia, música e reflexão sobre meio ambiente</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Espetáculo infantil mistura imaginação e consciência ambiental em três sessões especiais no mês de maio</em></p>



<p>Uma menina-boneca que ganha vida, personagens fantásticos, músicas envolventes e uma importante reflexão sobre o cuidado com o planeta. Essa é a proposta do espetáculo “A Menina Que Roubava Lixo”, que retorna ao Teatro Módulo para curta temporada, nos dias 17, 24 e 31 de maio, sempre aos domingos, às 11h.</p>



<p>Voltada para crianças, jovens e adultos, a montagem aposta em uma narrativa lúdica, para tratar, de forma leve e sensível, a relação das pessoas com o lixo e com o meio ambiente. A peça acompanha Luna, uma menina-boneca que é reaproveitada e restaurada por um catador de latas. Ao ganhar vida, ela passa a observar a cidade com curiosidade e estranhamento, tentando entender por que há tanto lixo espalhado pelas ruas.</p>



<p><strong>Espetáculo-fantasia</strong></p>



<p>Com texto e direção de Tobé Velloso, encenador e diretor do Polo de Atores &amp; Dramaturgia, o espetáculo une fantasia, ciência e educação ambiental em uma experiência teatral que dialoga com toda a família. Entre florestas encantadas, árvores falantes, criaturas mágicas e personagens curiosos, a trama constrói uma jornada marcada pela imaginação e pela conscientização.</p>



<p>No palco, a jovem atriz Sophia Santos interpreta Luna, protagonista da estória. Em sua caminhada, ela encontra figuras marcantes como Ícaro Sol, poeta e vendedor de jornais; Sêu Zela, o varredor de ruas; Zé D’Água e a promoção “40 Graus”; além da própria Amazônia, que surge como personagem trazendo ensinamentos importantes sobre preservação ambiental.</p>



<p>Mas nem tudo é encanto. Do outro lado da história aparece a temida Xabrú, acompanhada de seu fiel ajudante Espalha-Lixo, responsável por espalhar sujeira e provocar confusão. Entre o bem e o mal, o espetáculo conduz o público a um desfecho surpreendente e emocionante. Participações especiais de Levi Teixeira e Isabela Reis.</p>



<p>Para reforçar o vibrante elenco, vem o notável e premiado ator Renato Lima, como Xabrú, trazendo uma atuação marcante, no papel da vilã e a jovem estreante, de apenas 11 anos, Maria Roza Gok, estreando os palcos profissionais, como o divertido Corvito. Nomes que vêm para engrandecer um elenco tarimbado e dinâmico.</p>



<p>Com linguagem acessível, humor, música e elementos visuais que estimulam a imaginação, “A Menina Que Roubava Lixo” transforma o teatro em um convite à reflexão sobre sustentabilidade, cidadania e responsabilidade coletiva.</p>



<p><strong><em>Ficha Técnica</em></strong></p>



<p><strong>Elenco</strong>: Sophia Santos, Renato Lima, Heverton Cavalcante, Ilana Melo, Maria Roza Gok e Sebastian Hasselmann</p>



<p><strong>Texto e direção</strong>: Tobé Velloso</p>



<p><strong>Iluminação</strong>: Murilo Ramos</p>



<p><strong>Figurino e maquiagem</strong>: Maria Figueiredo e Vilma Leal</p>



<p><strong>Cenário</strong>: César Filho</p>



<p><strong>Trilha sonora</strong>: Rogério Grillo</p>



<p><strong><u>SERVIÇO</u></strong></p>



<p><strong>O Quê</strong>: espetáculo “A Menina Que Roubava Lixo”</p>



<p><strong>Quando</strong>: 17, 24 e 31 de maio, aos domingos, às 11h</p>



<p><strong>Onde</strong>: Teatro Módulo, anexo ao Colégio Módulo, na Pituba</p>



<p><strong>Quanto</strong>: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)</p>



<p>Classificação: Livre</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SECULT, UPB E A TERRITORIALIZAÇÃO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Vxqy4v3yTsk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/a-menina-que-roubava-lixo-retorna-ao-teatro-modulo-com-fantasia-musica-e-reflexao-sobre-meio-ambiente/">“A Menina Que Roubava Lixo” retorna ao Teatro Módulo com fantasia, música e reflexão sobre meio ambiente</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/a-menina-que-roubava-lixo-retorna-ao-teatro-modulo-com-fantasia-musica-e-reflexao-sobre-meio-ambiente/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Projeto prevê intérprete de Libras em urgência e emergência hospitalar</title>
		<link>https://ipiracity.com/projeto-preve-interprete-de-libras-em-urgencia-e-emergencia-hospitalar/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=projeto-preve-interprete-de-libras-em-urgencia-e-emergencia-hospitalar</link>
					<comments>https://ipiracity.com/projeto-preve-interprete-de-libras-em-urgencia-e-emergencia-hospitalar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[emergência]]></category>
		<category><![CDATA[intérprete de Libras]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[urgência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=175788</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Comissão de Saúde da&#160;Câmara dos Deputados&#160;aprovou projeto de lei que prevê serviço de intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) no atendimento de urgência e emergência em hospitais de médio e grande porte. O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), para o Projeto de Lei 342/24, do deputado Raniery [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/projeto-preve-interprete-de-libras-em-urgencia-e-emergencia-hospitalar/">Projeto prevê intérprete de Libras em urgência e emergência hospitalar</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão de Saúde da<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/camara-dos-deputados/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;Câmara dos Deputados</a></strong>&nbsp;aprovou projeto de lei que prevê serviço de intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) no atendimento de urgência e emergência em hospitais de médio e grande porte.</p>



<p>O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), para o Projeto de Lei 342/24, do deputado Raniery Paulino (PB), atualmente na suplência. A relatora apresentou uma nova redação.</p>



<p>O substitutivo aprovado permite que os estabelecimentos adotem diferentes formas de atendimento acessível para pacientes surdos ou com deficiência auditiva, a fim de assegurar meios adequados de comunicação.</p>



<p>“O texto amplia as possibilidades de cumprimento da norma, pela capacitação de profissionais em Libras ou pelo uso de serviços de interpretação remota, inclusive por meio de tecnologias digitais”, disse Rogéria Santos no parecer aprovado.</p>



<p>Na justificativa do projeto original, Raniery Paulino afirmou que já existe previsão para a presença de acompanhante nos atendimentos a pessoas que precisam de auxílio, mas não especificamente nos casos de urgência e emergência.</p>



<p><strong>Próximos passos</strong></p>



<p>O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>



<p>Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo <strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/senado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Senado</a></strong>. </p>



<p><em>(Com informações da Agência Câmara de Notícias)</em> / Imagem | Câmara dos Deputados</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="TDH EM ADULTOS" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/0QJMKWxR82A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/projeto-preve-interprete-de-libras-em-urgencia-e-emergencia-hospitalar/">Projeto prevê intérprete de Libras em urgência e emergência hospitalar</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/projeto-preve-interprete-de-libras-em-urgencia-e-emergencia-hospitalar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país</title>
		<link>https://ipiracity.com/brasil-registrou-31-mil-transplantes-em-2025-um-recorde-historico-no-pais/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=brasil-registrou-31-mil-transplantes-em-2025-um-recorde-historico-no-pais</link>
					<comments>https://ipiracity.com/brasil-registrou-31-mil-transplantes-em-2025-um-recorde-historico-no-pais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[31 mil transplantes]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[recorde histórico]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=175785</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país. O número representa crescimento de 21% em relação a 2022, quando foram realizados 25,6 mil transplantes. O resultado reflete o avanço da logística e da organização do sistema em todo o país, com o fortalecimento de parcerias institucionais e a ampliação do [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/brasil-registrou-31-mil-transplantes-em-2025-um-recorde-historico-no-pais/">Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país. O número representa crescimento de 21% em relação a 2022, quando foram realizados 25,6 mil transplantes. O resultado reflete o avanço da logística e da organização do sistema em todo o país, com o fortalecimento de parcerias institucionais e a ampliação do acesso dos pacientes aos transplantes.</p>



<p>A consolidação da distribuição interestadual, coordenada pela Central Nacional de Transplantes, tem sido decisiva nesse processo. Em 2025, essa estratégia viabilizou 867 transplantes renais, 375 hepáticos, 100 cardíacos, 25 pulmonares e quatro de pâncreas, contribuindo para atender prioridades clínicas e reduzir perdas de órgãos mais sensíveis ao tempo de isquemia.</p>



<p>Os resultados também refletem o esforço conjunto entre o Ministério da Saúde, companhias aéreas e a Força Aérea Brasileira (FAB) para garantir o transporte ágil de órgãos e equipes de captação e transplante. Em 2025, foram feitos 4.808 voos — um aumento de 22% em relação a 2022 —, o que contribui para que os órgãos cheguem a tempo ao destino, ampliando as chances de transplante e salvando mais vidas em diferentes regiões do país.</p>



<p>Houve também aumento no número de equipes de captação, o que contribui para ampliar a identificação de doadores. Esses profissionais passaram de 1.537, em 2022, para 1.600 em 2026.</p>



<p>Apesar dos avanços, ainda há um desafio importante: a recusa familiar à doação de órgãos. Hoje, cerca de 45% das famílias não autorizam a doação, o que limita o número de transplantes que poderiam ser feitos. Essa é uma decisão que ocorre em momento difícil, de dor e impacto emocional. Por isso, falar sobre o tema com a família faz diferença. Quando o desejo de ser doador é conhecido, a decisão se torna mais segura e pode ajudar a salvar outras vidas.</p>



<p>Capacitação</p>



<p>O Ministério da Saúde tem investido na qualificação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Entre as iniciativas está o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot), que prepara profissionais de saúde para identificar potenciais doadores, conduzir entrevistas com acolhimento às famílias e qualificar todo o processo de doação.</p>



<p>Mais de mil profissionais de saúde já se formaram nos estados de Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.</p>



<p>Recorde</p>



<p>O transplante de córnea foi o mais realizado em 2025, com 17.790 procedimentos. Em seguida, aparecem os de rim, com 6.697; medula óssea, com 3.993; fígado, com 2.573; e coração, com 427. Em todos os casos, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece aos pacientes toda a assistência necessária de forma gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.</p>



<p>O SUS financia cerca de 86% dos transplantes no país, assegurando acesso gratuito e universal. Para garantir atendimento qualificado, o Ministério da Saúde também destinou mais recursos para o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) em 2025. Enquanto em 2022 o investimento foi de R$ 1,1 bilhão, no ano passado os recursos federais alcançaram R$ 1,5 bilhão, um crescimento de 37%.</p>



<p>Transplantes</p>



<p>O acesso ao transplante de órgãos, tecidos ou medula óssea no Brasil ocorre por meio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Para ingressar na lista de espera, o paciente deve ser encaminhado a um estabelecimento de saúde habilitado, onde passa por avaliação de equipe médica especializada e realiza os exames necessários. Confirmada a indicação para o transplante, a equipe responsável faz a inscrição do paciente no sistema, registrando também as características do doador compatível com o seu perfil clínico.</p>



<p>A lista de espera por transplantes é dinâmica e varia de acordo com a condição clínica dos pacientes e a disponibilidade de doadores compatíveis. O SNT passou por modernização nos últimos anos, com a incorporação de novas tecnologias e a ampliação do acesso aos serviços especializados. Entre essas iniciativas, destaca-se a Prova Cruzada Virtual, que permite avaliar previamente a compatibilidade entre doador e receptor, reduzindo o risco de rejeição e conferindo mais agilidade ao processo. </p>



<p>(Com informações da Agência Brasil)</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title=": “ Planos Municipais de Saneamento Básico “." width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/ctft1Krk-N0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/brasil-registrou-31-mil-transplantes-em-2025-um-recorde-historico-no-pais/">Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/brasil-registrou-31-mil-transplantes-em-2025-um-recorde-historico-no-pais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Campanha da Hemoba homenageia mães e reforça importância da doação de sangue</title>
		<link>https://ipiracity.com/campanha-da-hemoba-homenageia-maes-e-reforca-importancia-da-doacao-de-sangue/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=campanha-da-hemoba-homenageia-maes-e-reforca-importancia-da-doacao-de-sangue</link>
					<comments>https://ipiracity.com/campanha-da-hemoba-homenageia-maes-e-reforca-importancia-da-doacao-de-sangue/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Hemoba]]></category>
		<category><![CDATA[homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[mães]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=175782</guid>

					<description><![CDATA[<p>Para celebrar o Dia das Mães, a Fundação Hemoba lançou, em suas redes sociais, a campanha “Amor de mãe corre nas veias. Doe sangue. Salve vidas”, que destaca como o exemplo de solidariedade e amor maternal pode influenciar os filhos a se tornarem doadores de sangue. Nesta sexta-feira (8), as mães serão homenageadas com uma [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/campanha-da-hemoba-homenageia-maes-e-reforca-importancia-da-doacao-de-sangue/">Campanha da Hemoba homenageia mães e reforça importância da doação de sangue</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para celebrar o Dia das Mães, a Fundação Hemoba lançou, em suas redes sociais, a campanha “Amor de mãe corre nas veias. Doe sangue. Salve vidas”, que destaca como o exemplo de solidariedade e amor maternal pode influenciar os filhos a se tornarem doadores de sangue. Nesta sexta-feira (8), as mães serão homenageadas com uma programação especial no Hemocentro Coordenador, em Salvador, a partir das 10h, com apresentação musical do cantor Rodrigo Figueiredo. Além disso, haverá uma feira de empreendedoras, das 8h às 17h, e a participação da massoterapeuta Karina Mello, que oferecerá gratuitamente seus serviços às mães doadoras, das 10h às 12h e das 13h às 17h.</p>



<p>Grande parte das mulheres que trabalham na Hemoba ou realizam doações de sangue também exercem a maternidade. Durante a gravidez, a doação é temporariamente contraindicada, já que o organismo necessita de reservas nutricionais adequadas para o desenvolvimento do bebê. Após o parto, o prazo para retorno à doação é de 90 dias nos casos de parto normal e de 180 dias após cesariana. Mulheres em período de amamentação também permanecem inaptas para doar até 12 meses após o parto.</p>



<p>A doação de sangue também é importante para transfusões sanguíneas em procedimentos que podem salvar mães e bebês. Em casos de anemia fetal grave, por exemplo, a transfusão fetal intrauterina pode ser a única alternativa para preservar a vida do feto. O procedimento, realizado entre a 20ª e a 35ª semana de gestação, utiliza concentrado de hemácias administrado por meio do cordão umbilical, com acompanhamento por ultrassonografia. A condição pode ser identificada durante o pré-natal, através do rastreamento de anemia fetal. Em situações raras de hemorragia durante o parto, as mães também podem necessitar de transfusão de sangue, reforçando a importância da manutenção dos estoques de hemocomponentes.</p>



<p><strong>Onde doar –</strong>&nbsp;A unidade móvel de coleta (hemóvel) estará nos dias 8 e 9 de maio no supermercado Assaí, em Lauro de Freitas, das 8h às 16h. O posto temporário da Hemoba segue atendendo no Shopping Bela Vista, na capital baiana, das 9h às 18h. Já as unidades fixas atendem nos seguintes horários: o Hemocentro Coordenador (sede da Hemoba), de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30, e aos sábados, das 7h30 às 16h30; o Hospital do Subúrbio, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30; o Hospital Ana Nery, de terça a sexta-feira, das 7h30 às 12h30; o Hospital Roberto Santos, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h; e o Hospital Santo Antônio (OSID), de segunda a sexta-feira, das 7h10 às 11h30 e das 13h às 16h. Para informações sobre os horários de atendimento das unidades de coleta no interior do estado, acesse: https://www.ba.gov.br/hemoba/onde-doar</p>



<p><strong>Critérios para doação –</strong>&nbsp;Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg e ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsável legal, e pessoas com mais de 60 anos só podem doar se já tiverem realizado doação anteriormente. No dia da doação, o voluntário não deve estar em jejum nem ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores. Também é recomendado não fumar por pelo menos duas horas antes do procedimento, ter dormido no mínimo seis horas na noite anterior e evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação. É obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, válido em todo o território nacional.</p>



<p>Fonte: Sesab </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="PODTEACHER - ENTENDA O QUE É A TEOLOGIA DA BATALHA ESPIRITUAL" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/8ZdVolgOHJw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/campanha-da-hemoba-homenageia-maes-e-reforca-importancia-da-doacao-de-sangue/">Campanha da Hemoba homenageia mães e reforça importância da doação de sangue</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/campanha-da-hemoba-homenageia-maes-e-reforca-importancia-da-doacao-de-sangue/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Na Bahia, ministro da Saúde autoriza medidas para fortalecimento de práticas integrativas no SUS</title>
		<link>https://ipiracity.com/na-bahia-ministro-da-saude-autoriza-medidas-para-fortalecimento-de-praticas-integrativas-no-sus/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=na-bahia-ministro-da-saude-autoriza-medidas-para-fortalecimento-de-praticas-integrativas-no-sus</link>
					<comments>https://ipiracity.com/na-bahia-ministro-da-saude-autoriza-medidas-para-fortalecimento-de-praticas-integrativas-no-sus/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas Integrativas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=175779</guid>

					<description><![CDATA[<p>O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhado da secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, participou, na última quarta-feira (7), da abertura do 5º Congresso Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (5º Congrepics), em Salvador. Realizado na Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o evento reuniu gestores, pesquisadores, profissionais de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/na-bahia-ministro-da-saude-autoriza-medidas-para-fortalecimento-de-praticas-integrativas-no-sus/">Na Bahia, ministro da Saúde autoriza medidas para fortalecimento de práticas integrativas no SUS</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhado da secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, participou, na última quarta-feira (7), da abertura do 5º Congresso Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (5º Congrepics), em Salvador. Realizado na Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o evento reuniu gestores, pesquisadores, profissionais de saúde e representantes de movimentos sociais para debater o fortalecimento das práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde (SUS).</p>



<p>Durante a programação, o ministro autorizou importantes medidas voltadas à consolidação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC). Entre os atos anunciados está a criação da Coordenação de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde no âmbito do Ministério da Saúde, iniciativa que amplia a estrutura institucional destinada à formulação e ao acompanhamento de políticas públicas voltadas à área.</p>



<p>Também foi instituída a Comissão Técnica de Assessoramento para Regulamentação do Exercício Profissional de Acupuntura (CTRA), medida que representa um avanço no debate sobre a regulamentação da atividade, fortalecendo a segurança assistencial e a qualificação da oferta do serviço no SUS.</p>



<p>Outro anúncio realizado durante a abertura do congresso foi a aprovação da designação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde (ObservaPICS) como Centro Colaborador em Medicina Tradicional.</p>



<p>Durante a cerimônia, o ministro da Saúde destacou os esforços empregados no setor e os resultados alcançados pelo Governo Federal. “Pela primeira vez, nós ultrapassamos 10 milhões de atendimentos e procedimentos e procedimentos registrados no SUS das práticas integrativas complementares. Isso é 105% a mais do que foi praticado em 2022, que é o último ano do governo anterior. Nós mais do que dobramos a presença e o conjunto de procedimentos”, comparou Alexandre Padilha.</p>



<p>De acordo com o ministro, os resultados refletem o compromisso dos profissionais de saúde, a parceria com as universidades e a retomada de investimentos nas equipes multiprofissionais da Atenção Primária. Padilha ressaltou que o fortalecimento dessas equipes foi fundamental para a consolidação das PICS no SUS. “O Ministério da Saúde voltou a investir nas chamadas equipes multiprofissionais junto com a Atenção Primária em Saúde, porque elas tinham sido praticamente exterminadas pelo governo anterior”, declarou.</p>



<p>A secretária da Saúde, Roberta Santana, por sua vez, destacou a relevância das PICS para o fortalecimento do cuidado integral e humanizado no SUS e ressaltou os progressos alcançados pelo estado. “A Bahia tem avançado na ampliação das práticas integrativas e complementares, reconhecendo a importância dessas abordagens para a promoção da saúde e para o cuidado das pessoas de forma integral. Os anúncios realizados hoje representam um marco para o fortalecimento dessa política em todo o país”, afirmou.</p>



<p>Roberta Santana assinalou também que a política estadual de PICS já contempla 69 práticas em todas as macrorregiões de saúde do estado, contribuindo para ampliar a resolutividade e humanizar a assistência. “Para nós, essas práticas não são um adereço do sistema. Elas fazem parte de uma concepção de saúde pública que fortalece o vínculo entre profissional e usuário, estimula o autocuidado e humaniza a assistência”, pontuou, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com o fortalecimento dessas ações no SUS.</p>



<p><strong>5º Congrepics</strong></p>



<p>Com o tema “PNPIC: 20 anos tecendo políticas e saberes pela consolidação do SUS”, o 5º Congresso Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (5º Congrepics) terá programação até sábado (9), no Campus Ondina da Ufba, reunindo cerca de 1.500 participantes, entre trabalhadores da saúde, pesquisadores e representantes de instituições públicas e organismos internacionais.</p>



<p>Fonte: Sesab / Foto: Jamile Amine / Saúde GovBA</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Maio Laranja!" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/TbDheLXB87A?start=2642&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/na-bahia-ministro-da-saude-autoriza-medidas-para-fortalecimento-de-praticas-integrativas-no-sus/">Na Bahia, ministro da Saúde autoriza medidas para fortalecimento de práticas integrativas no SUS</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/na-bahia-ministro-da-saude-autoriza-medidas-para-fortalecimento-de-praticas-integrativas-no-sus/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
