Em clássico dramático com três penalidades marcadas e duas desperdiçadas, Tricolor segura o 1 a 1 no Maracanã e avança pelo placar agregado
O Fluminense garantiu sua passagem para a sétima final de estadual nos últimos oito anos. O empate em 1 a 1 contra o Vasco, neste domingo, 1, no Maracanã, foi suficiente para o Tricolor, que havia vencido a ida por 1 a 0. O clássico foi definido pelos detalhes e pelos nervos: enquanto o Cruzmaltino desperdiçou a chance de ouro de virar o confronto em um pênalti perdido por Brenner, Paulo Henrique Ganso mostrou frieza nos minutos finais para converter a sua cobrança e selar a classificação no Campeonato Carioca.
Início nervoso e a chance desperdiçada
O clássico começou em voltagem máxima. Logo aos dois minutos, Cannobio foi derrubado por Barros na área, oferecendo ao Fluminense a chance de praticamente matar o confronto cedo. No entanto, o lateral Renê, encarregado da cobrança, buscou o canto e acabou mandando para fora, mantendo o Vasco vivo na disputa. O erro poderia ter custado caro psicologicamente, mas o Tricolor manteve o controle das ações iniciais, embora sem conseguir ampliar a vantagem do jogo de ida.
A esperança cruzmaltina e o estreante
Precisando do resultado, o Vasco cresceu no jogo explorando as bolas paradas e a instabilidade defensiva do rival. A insistência foi premiada aos 34 minutos. Após cobrança de escanteio, Saldivia cabeceou, Fábio fez defesa parcial, e no rebote, o jovem zagueiro Robert Renan empurrou para as redes. Foi o primeiro gol do defensor como profissional, um tento que, naquele momento, igualava o placar agregado e levava a decisão da vaga para a disputa de pênaltis, inflamando a torcida vascaína no Maracanã.
O pecado capital de Brenner
O segundo tempo trouxe o momento mais dramático da semifinal. O Vasco, melhor em campo e pressionando, teve a chance de ouro de assumir a liderança do placar agregado aos 67 minutos. Andrés Gómez fez grande jogada individual e sofreu pênalti. Brenner assumiu a responsabilidade, mas o destino foi cruel: a cobrança explodiu no travessão de Fábio. O erro foi um balde de água fria na reação cruzmaltina e serviu para acordar o Fluminense, que percebeu que a sorte estava ao seu lado.
A frieza de Ganso define a vaga
Quando o jogo parecia caminhar para o drama das penalidades pós-jogo, a experiência pesou. Aos 83 minutos, após cruzamento de Ganso, a bola tocou no braço de Barros. O VAR interveio e o árbitro assinalou o terceiro pênalti da noite. Diferente de Renê e Brenner, Paulo Henrique Ganso não perdoou. Com categoria, o camisa 10 deslocou Léo Jardim aos 87 minutos, empatando a partida e recolocando o Fluminense em vantagem no agregado (2 a 1). O gol decretou o fim do sonho vascaíno e confirmou a hegemonia recente do Tricolor, que agora aguarda o vencedor de Flamengo e Madureira na grande decisão.
Fonte: Placar / Foto: Ganso marcou para o Fluminense contra o Vasco – LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.