A mais recente edição do Indicador de Longevidade Pessoal (ILP), pesquisa realizada no final de 2025 pelo Grupo Bradesco Seguros, revela que os brasileiros mais jovens, entre 18 e 29 anos, demonstram menor conscientização sobre o impacto de suas atitudes no próprio envelhecimento e na construção de uma vida longa e saudável. O levantamento, que ouviu 4.400 pessoas em todo o país, mostra que, embora o envelhecer seja visto com leveza pela maioria da população — apenas 17% o encaram como algo negativo —, entre os mais jovens esse índice sobe para 21%, o que reforça a importância de promover o debate sobre longevidade desde cedo.
A atualização do ILP 2025 dá continuidade à pesquisa iniciada em 2024, permitindo acompanhar tendências e percepções sobre hábitos e comportamentos relacionados ao envelhecimento saudável. Com base em uma metodologia multidimensional, o indicador avalia aspectos físicos, emocionais, sociais e financeiros que influenciam a longevidade, assegurando representatividade nacional ao incluir respondentes de todas as regiões do país.
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Os resultados apontam que os jovens adultos são os que menos associam suas atitudes cotidianas à construção de uma vida mais longa. Entre os respondentes de 18 a 29 anos, 28% afirmam considerar apenas às vezes — ou nunca — o impacto de suas decisões em sua longevidade, e 52% acreditam que suas ações ligadas à saúde física contribuem pouco ou nada para o envelhecer bem.
O distanciamento em relação ao tema da longevidade se reflete ainda na falta de informação: 26% dos entrevistados de 18 a 29 anos não sabem o que significa o conceito de longevidade, e 8% afirmam não ter nenhum interesse em aprender mais sobre o assunto, o percentual mais alto entre todas as faixas etárias. No campo dos hábitos saudáveis, o cenário também é desafiador: 55% dizem buscar uma alimentação equilibrada apenas “às vezes”, e 13% avaliam sua saúde e qualidade de sono como abaixo da média.
Embora o Brasil apresente avanços na consciência preventiva — 77% dos entrevistados afirmam se informar sobre exames e cuidados de saúde —, os jovens ainda aparecem em desvantagem: apenas 32% buscam atendimento médico de forma preventiva, em comparação a 41% da média nacional e 56% entre os maiores de 50 anos.
No aspecto social, os dados revelam que a conexão e o senso de pertencimento ainda são frágeis nessa fase da vida. A satisfação com as relações pessoais e o apoio de amigos é a menor entre todas as idades, e 60% acreditam que suas ações ligadas à saúde social contribuem pouco ou nada para sua longevidade. Essa percepção se estende à dimensão ambiental: 58% dos jovens consideram que suas atitudes em relação ao meio ambiente têm baixo impacto em uma vida mais longa e equilibrada.
“Os dados mostram que o desafio da longevidade não começa na maturidade, mas sim na juventude. A construção de uma vida longa e com qualidade depende de escolhas conscientes desde cedo — físicas, emocionais, sociais e ambientais. Fomentar essa mentalidade entre os jovens é essencial para que o país avance rumo a uma sociedade mais preparada, saudável e equilibrada em todas as idades”, reforça Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros.
Com Informações do Site https://medicinasa.com.br/