Livro “Decaído”, de Sérgio Ramalho, vence 47º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog

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O jornalista investigativo Sérgio Ramalho venceu o 47º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog, na categoria livro-reportagem, pelo trabalho “Decaído – A história do capitão do Bope Adriano da Nóbrega e suas ligações com a máfia do jogo, milícia e o clã Bolsonaro”, publicado pela Matrix Editora. O prêmio ocorre no ano em que se completam 50 anos da morte de Vladimir Herzog, símbolo da luta pela liberdade de imprensa e pelos direitos humanos no Brasil.

A obra apresenta uma análise detalhada da trajetória de Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope que se tornou um dos criminosos mais influentes do país. O livro expõe conexões entre milícias, máfia do jogo e política, além de revelar falhas institucionais que permitiram a ascensão do chamado “anjo caído”.

Investigação e revelações

Entre os episódios narrados, Ramalho revela a descoberta de um plano para assassinar o próprio autor, registrado em 2012 durante investigações sobre o grupo liderado por Nóbrega. A obra combina narrativa precisa e apuração detalhada, oferecendo ao leitor uma visão abrangente das relações entre crime, política e instituições brasileiras.

O livro também destaca aspectos da segurança pública e direitos humanos, temas centrais da carreira de Ramalho, que conta com mais de 25 anos de experiência em jornalismo investigativo, com atuação em reportagens sobre Administração Pública, Segurança Pública e Direitos Humanos.

Reconhecimento e trajetória de Sérgio Ramalho

Ao longo da carreira, Sérgio Ramalho já recebeu prêmios como Esso, SIP, IPYS, Tim Lopes e Barbosa Lima Sobrinho (Embratel), além do Vladimir Herzog em outras categorias. É colaborador do Programa Tim Lopes e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), consolidando-se como referência em reportagens de apuração profunda.

Prêmio Vladimir Herzog é uma das principais premiações do jornalismo brasileiro, reconhecendo trabalhos que promovem a liberdade de expressão, a apuração rigorosa e a defesa dos direitos humanos, reforçando a importância de livros como “Decaído” para a sociedade.

Fonte: Jornal Grande Bahia / Foto: ASCOM

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