Abertura de novo processo busca evidências de aumento da dívida no clube por má administração do atual presidente Júlio Casares, que enfrenta processo de impeachment no clube
O Ministério Público de São Paulo, por meio da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, abriu inquérito para apurar uma suposta gestão temerária que pode ter contribuído para o endividamento do São Paulo Futebol Clube.
A investigação se baseia em possíveis “atos administrativos com potencial dilapidação patrimonial, desvio de finalidade, favorecimento de terceiros ou familiares de dirigentes, e eventual utilização de recursos públicos ou benefícios fiscais, com risco de violação de direitos coletivos de relevante interesse social e lesão ao erário”, segundo o documento.
A abertura do inquérito foi feita em 7 de janeiro, com o prazo de 30 dias para a apresentação de documentos e provas para o prosseguimento do processo, que tramita na vara cível.
Em outro processo, este criminal, Nelson Marques Ferreira, ex-diretor adjunto de futebol do São Paulo, é alvo de uma investigação da Polícia Civil pela abertura de 15 empresas durante o período em que ocupou o cargo no clube, do início de 2021 até novembro do ano passado
A Polícia Civil foi alertada sobre um eventual esquema no clube por uma denúncia enviada pelos Correios. No mesmo inquérito, Julio Casares, atual presidente do São Paulo, e o seu núcleo familiar também são investigados.
A crise política do São Paulo
Conselheiros do São Paulo protocolaram em 23 de dezembro um requerimento com 57 assinaturas pedindo a convocação de reunião extraordinária para discutir o impeachment de Julio Casares.
Depois de alguns escândalos e da investigação, a reunião para votação da destituição do presidente ficou marcada para a próxima sexta-feira, às 18h30, no Morumbis.
O documento foi registrado pelo grupo que reúne membros da oposição do São Paulo, o Salve o Tricolor Paulista, com a assinatura também de 13 pessoas de situação.
A pressão em Casares aumentou com a reportagem do ge que revelou exploração clandestina de um camarote do Morumbis envolvendo dois diretores da situação, hoje afastados.
Em áudio, Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitiam participar de um esquema para uso ilegal de um camarote no show da Shakira, em fevereiro de 2025.
Enquanto o caso ganhava destaque, a Polícia Civil já mantinha uma inquérito aberto atuando em algumas frentes de investigação, uma delas sobre supostas irregularidades no departamento de futebol, e outra em relação às contas bancárias do São Paulo Futebol Clube e de Julio Casares.
A Polícia Civil investiga, por exemplo, a razão do recebimento de R$ 1,5 milhão por depósitos em dinheiro nas contas de Julio Casares. Outra investigação tenta explicar a razão de 35 saques nas contas do clube entre 2021 e 2025, totalizando R$ 11 milhões.
Fonte: GE