Data: 6 de fevereiro de 2026
O vereador Laelson Neves (MDB), em vídeo divulgado nesta quinta-feira (5), lançou um severo ataque à administração municipal de Ipirá, acusando o prefeito de gestão negligente, paralisa institucional e possíveis desvios. Em tom de denúncia pública, o parlamentar, que está no mandato desde 2013, apontou uma série de problemas estruturais que, em sua visão, mostram um “cenário caótico” na cidade, apesar do recebimento de vultosos recursos.
📋Resumo Executivo das Acusações
O discurso do vereador estrutura-se em seis eixos principais de crítica:
- Paralisia Legislativa: Recesso prolongado da Câmara desde o Natal.
- Má Gestão Financeira: Aplicação inadequada de uma verba mensal de R$ 23 milhões.
- Descaso com Educação: Desvalorização dos professores e problemas na Jornada Pedagógica.
- Abandono da Saúde: Situação precária no hospital municipal.
- Indícios de Irregularidades: Menção a licitações “direcionadas” que exigiriam investigação.
- Tentativa de Controle da Mídia: Suposto uso de recursos para influenciar veículos locais.
Análise Detalhada dos Pontos
1. Crítica ao Ritmo de Trabalho e Postura do Executivo
Neves inicia sua fala destacando a paralisia do Legislativo municipal, que está em recesso desde o Natal e só retomará os trabalhos após o Carnaval. Para ele, essa longa pausa simboliza o abandono das funções públicas em um momento crítico. Diretamente ao prefeito, a quem se refere de forma crítica como “o prefeito tiktok”, cobra uma postura mais executiva e menos performática, citando como exemplo negativo cenas banais, como “mostrar o sapato sendo engraxado por um parlamentar “.
2. A Questão dos Recursos e a “Caixa-Preta”
O ponto central da denúncia é a gestão dos recursos. O vereador afirma que, mesmo com uma receita mensal expressiva de R$ 23 milhões, a situação do município é caótica, sugerindo que os recursos “não estão sendo aplicados devidamente”. Esta não é a primeira vez que Neves questiona a aplicação de verbas. Em sessão anterior, ao tratar de recursos para a educação, ele declarou: “não tô dizendo que estou desconfiando do prefeito, mas é preciso abrir essa caixa preta”. Agora, ele avança ao mencionar especificamente a existência de licitações direcionadas, o que, em seu entendimento, “merece uma investigação”.
3. Áreas Sociais em Estado de Alerta
O parlamentar também alerta para a crise em setores essenciais:
- Educação: Critica a falta de valorização dos professores e os problemas na organização da Jornada Pedagógica.
- Saúde: Convida o prefeito a observar com “mais carinho” a situação do hospital de Ipirá, indicando problemas graves não detalhados no vídeo.
4. Acusação de Influência sobre a Mídia Local
Uma das acusações mais graves diz respeito a uma suposta tentativa de calar a imprensa. Neves comenta que “até o suco do vale entrou nas duas rádios de Ipirá e muitos blogs”, insinuando que veículos de comunicação estariam sendo beneficiados. No entanto, ele pondera que “não acreditamos que eles se venderam”, deixando a acusação em um tom mais de alerta do que de afirmação conclusiva. Seu recado é claro: “Quando a Câmara fica calada, a cidade padece”, posicionando-se como voz de oposição ativa.
Implicações e Próximos Passos
As declarações do vereador Laelson Neves configuram um duro manifesto de oposição e um chamado à ação. Elas elevam o tom do debate político local e lançam questões que exigem resposta formal do Executivo. A menção a licitações direcionadas e a uma “caixa-preta” financeira pode levar a pedidos formais de investigação no âmbito da Câmara Municipal ou mesmo junto ao Ministério Público.
| Área de Crítica | Acusação do Vereador | Possível Desdobramento |
|---|---|---|
| Gestão Legislativa | Recesso prolongado e inoperância. | Pressão para retomada urgente dos trabalhos. |
| Gestão Financeira | Má aplicação de R$ 23 mi/mês; “Caixa-preta”. | Requerimento de prestação de contas detalhada; possível CP. |
| Licitações | Existência de processos “direcionados”. | Pedido de investigação interna ou externa. |
| Educação e Saúde | Abandono e descaso com serviços essenciais. | Fiscalização in loco pelas comissões da Câmara. |
| Relação com a Mídia | Uso de recursos para influenciar veículos. | Debate sobre a independência da imprensa local. |
Posicionamento Aguardado: Até o momento, não há uma resposta pública do prefeito ou do secretariado municipal às acusações. O desfecho deste embate dependerá da capacidade de mobilização do vereador dentro da Câmara, da reação da opinião pública e da eventual abertura de canais formais de apuração.