Investimento em ciência e tecnologia dentro das granjas aumenta produtividade, sustentabilidade e qualidade, consolidando o país como potência global no setor.
O Brasil consolidou-se como uma das maiores potências mundiais na produção e exportação de proteínas animais. Aves, suínos, bovinos e peixes formam um setor que, mais do que alimentar o mundo, sustenta boa parte do superávit comercial do país. Mas, por trás dos números que impressionam, há um fator menos visível e decisivo para manter essa posição de destaque: a qualidade técnica que começa na nutrição.
Em um mercado global cada vez mais competitivo, os ganhos de produtividade já não dependem apenas de genética ou escala. O diferencial está no uso inteligente da ciência e na aplicação precisa de tecnologia dentro da porteira. É nesse ponto que a nutrição assume papel central, unindo eficiência produtiva, sustentabilidade e saúde animal.
A chamada nutrição de precisão permite formular dietas ajustadas ao potencial genético, às condições de cada granja e ao ambiente. Isso reduz perdas, melhora conversão alimentar e fortalece a imunidade dos plantéis. Trata-se de um investimento que gera retorno direto: menos custos sanitários, mais estabilidade produtiva e um produto final de maior qualidade para os mercados interno e externo.
A competitividade do Brasil também está ligada à capacidade de transformar ciência em resultado. Cooperativas e empresas vêm investindo em fábricas modernas, centros de pesquisa e programas de capacitação técnica. Esse movimento mantém o país à frente de concorrentes internacionais, mesmo em cenários de câmbio desfavorável ou custos elevados de grãos.
O crescimento das exportações de carne suína, a recuperação da bovinocultura e a expansão da aquicultura reforçam que a eficiência produtiva é o motor do avanço econômico. E essa eficiência, cada vez mais, nasce no cocho.
Em um mundo que discute segurança alimentar, rastreabilidade e redução de impactos ambientais, o Brasil tem a oportunidade de se posicionar como fornecedor de proteína sustentável e tecnicamente sólida.
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Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.