Por Jorge Wellington ( Portal Ipirá City) – Terça, 6 de janeiro de 2026
Um cenário de devastação silenciosa e crescente vem tomando conta da Mata da Caboronga, em Ipirá, no interior da Bahia. O que antes era um refúgio de biodiversidade, lar de espécies da fauna e flora típicas do bioma de transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica, vem sendo transformado em terra arrasada, testemunha de um processo acelerado e irresponsável de desmatamento.
A paisagem, outrora verde e pulsante de vida, agora exibe clareiras abertas, árvores tombadas, solo exposto e um silêncio pesado — sinal da fuga ou desaparecimento dos animais que ali viviam. A retirada da cobertura vegetal não só elimina habitats essenciais, como compromete nascentes, altera o microclima local e deixa um rastro de erosão e empobrecimento do solo, impactando comunidades que dependem direta ou indiretamente desses recursos naturais.
Diante de uma realidade tão crítica, é urgente que as autoridades competentes — municipais, estaduais e federais — tomem providências imediatas. É necessário:
Fiscalização efetiva e contínua no local para coibir novos desmates e identificar os responsáveis.
Investigação e aplicação rigorosa das leis ambientais, com responsabilização pelos danos causados.
Elaboração de um plano de recuperação da área degradada, envolvendo, quando possível, a recomposição da vegetação nativa.
Engajamento da comunidade local em ações de preservação e educação ambiental, fortalecendo a guarda do patrimônio natural.
A Mata da Caboronga não é apenas um conjunto de árvores; é um ecossistema vivo, parte do patrimônio ambiental e cultural da Bahia. Sua destruição representa uma perda irreparável para a biodiversidade e para as gerações presentes e futuras. Chegou a hora de agir antes que o silêncio da devastação se torne permanente.