Páscoa deve movimentar R$ 3,57 bi e deve bater recorde no varejo

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Projeção da CNC indica alta nas vendas, apesar de preços mais elevados pressionados pelo cacau

O varejo brasileiro projeta a maior Páscoa da história em faturamento em 2026. Segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas devem alcançar R$ 3,57 bilhões, um crescimento real de 2,5% em relação ao ano anterior, já descontada a inflação.

O desempenho positivo é sustentado pelo aquecimento do mercado de trabalho e pela melhora nas condições de consumo. De acordo com a CNC, a expansão da renda tem impulsionado especialmente categorias menos dependentes de crédito, favorecendo o consumo típico da data.

Apesar do avanço nas vendas, os preços devem pesar no bolso do consumidor. Os produtos relacionados à Páscoa devem ficar, em média, 6,2% mais caros que em 2025, marcando o terceiro ano consecutivo de alta acima da inflação oficial. O chocolate, principal item do período, deve registrar aumento médio de 14,9%, refletindo a valorização do cacau no mercado internacional, que subiu 37%.

Outros itens também apresentam pressão inflacionária, como o bacalhau, com alta de 7,7%, e a alimentação fora de casa, que deve subir 6,9%, impactando o custo das celebrações.

O cenário também afeta o comércio exterior. Mesmo com a queda do câmbio no período, as importações de chocolate e bacalhau recuaram 27% e 22%, respectivamente, diante do encarecimento global das matérias-primas.

Com isso, a CNC aponta uma possível mudança no comportamento do consumidor, com maior preferência por produtos nacionais e opções mais acessíveis. No e-commerce, a combinação de preços elevados e demanda aquecida deve intensificar o uso de estratégias como precificação dinâmica e fortalecimento de marcas próprias.

A projeção de faturamento recorde reforça o peso da Páscoa como uma das principais datas do varejo no primeiro semestre, tanto no comércio físico quanto digital, exigindo planejamento logístico e ajustes nas estratégias comerciais para atender à demanda.

Fonte: Money Report

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