O PT iniciou uma articulação para atrair o MDB para a chapa presidencial de Lula em 2026, oferecendo a vaga de vice como principal trunfo. A estratégia busca ampliar a coligação ao centro político e garantir mais tempo de TV, especialmente após a decisão do PSD de lançar candidatura própria. A eventual entrada do MDB implicaria o deslocamento do atual vice, Geraldo Alckmin (PSB), que poderia disputar o governo ou o Senado em São Paulo. A reportagem é do jornal O Globo.
Apesar do interesse do Planalto, a negociação enfrenta entraves dentro do MDB. Nomes cotados para a vice, como Renan Filho e Helder Barbalho, têm planos eleitorais próprios em seus estados. Além disso, a legenda é historicamente marcada por divisões regionais, o que dificulta um apoio nacional unificado. A avaliação no PT é de que, mesmo com uma aliança formal, seria necessário liberar os diretórios estaduais para seguirem caminhos distintos.
A maior resistência ao acordo vem do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que critica duramente o governo Lula e tem compromisso político com a reeleição do governador Tarcísio de Freitas. O clima também se deteriorou após o forte engajamento de Lula na campanha de Guilherme Boulos em 2024 e a decisão de transferir o domicílio eleitoral de Simone Tebet para São Paulo. Enquanto caciques históricos do MDB defendem a aproximação, há a percepção de que o PT demora a avançar nas conversas, o que pode levar a decisão final para uma disputa interna na convenção do partido.
Fonte: Política Livre / Foto: Reprodução