Nas quartas o espetáculo é gratuito para pessoas surdas, com tradução em Libras
Segue em cartaz hoje (12), amanhã (13) e sábado (14) o espetáculo “Outrora” no Galpão Wilson Melo (Forte do Barbalho), às 20h. A peça reflete sobre temas como a memória, o tempo e a morte, a partir de um personagem que espera, na estação, o trem que partirá de sua pequena cidade. Enquanto aguarda, ele revela que é o único e último habitante do local e, a partir daí, conta as suas lembranças do pequeno vilarejo.
A temporada segue até 21 de março, sendo às quartas com sessões gratuitas para pessoas surdas, com tradução em Libras. Os ingressos custam R$20/R$40, disponíveis no https://linktr.ee/outroraesp. “Outrora” tem atuação de Antonio Fábio, autoria de Maurício Witzak e direção de Fernanda Paquelet.
A dramaturgia propõe, segundo o ator, uma profunda reflexão sobre a perda da criança que nos habita, o peso do passar do tempo, o envelhecimento do corpo, se contrapondo à nossa alma ancorada em recordações da infância e juventude. E fala também sobre nossas relações afetivas e a aceitação da morte: “O espetáculo é uma viagem sobre a infância, sobre o amor e do longo caminho de aceitação da nossa efemeridade. Outrora é um advérbio que significa ‘antigamente’ ou ‘em outros tempos’, e é usado para fazer referência a algum acontecimento que teve lugar no passado”, explica Antonio Fábio.
Dirigido por Fernanda Paquelet, que também assina a iluminação, a narrativa perde os ares realistas da proposição original do autor brasiliense, Maurício Witzak, e ganha lirismo em um mundo imaginado e criado pelo personagem. A cenografia é assinada por Alexandre Moreira e a trilha sonora é de autoria do músico Maurício Lourenço.“Uma viagem sobre a força da infância, do amor e da preparação que devemos fazer ao longo da vida, para aceitar nossa efemeridade. Apesar de a tônica do texto, e do espetáculo ser a morte, em seu final a peça nos remete a uma possibilidade de boa viagem, de pura transcendência”, antecipa Paquelet. O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do estado via PNAB, direcionado pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.
Fonte: Aldeia Nagô