“Típico camisa 9”: conheça Alejo Veliz, atacante do Tottenham na mira do Bahia

esportes

Jornalistas argentinos analisam características de joia argentina de 22 anos que negocia com o Tricolor

O atacante argentino Alejo Veliz, de 22 anos, está em negociações para defender o Bahia e ser ao menos sombra de Willian José, titular do time tricolor em 2025. Caso se concretize, esta não vai ser a primeira vez que o jogador de 22 anos deixa o seu país com grande expectativa.

Visto como uma joia na Argentina, Alejo foi revelado pelo Rosário Central e já esteve na mira do Bahia, em 2022. O atacante, contudo, se transferiu para o Tottenham, da Inglaterra, por 15 milhões de euros.

Alejo fez somente dez jogos pelo clube inglês e, desde 2023, passou por uma série de empréstimos: Sevilla e Espanyol (Espanha) e, atualmente, Rosário Central, clube que o formou e defende desde o início de 2025.

Mas quais as características do atleta revelado pelo Rosário Central? Por que ele deixou a Europa para voltar ao futebol argentino? É goleador mesmo? O ge conversou com jornalista argentinos que conhecem a trajetória do jogador.

Alejo Gerbaudo, da rádio La Red Rosario, na Argentina, conta que Veliz é um centroavante que se impõe fisicamente e que sabe usar o corpo a favor. O atacante argentino não se adaptou ao futebol europeu e retornou ao seu país de origem para voltar a ter sequência e brilhar dentro de campo. Algo que aconteceu no Rosário, já que o jogador tem cinco gols e uma assistência em 16 jogos até aqui.

– Ganha muitos duelos aéreos e já marcou muitos gols de cabeça. Segura bem a bola de costas para o gol e sua atitude é notável. Ele retornou ao futebol argentino porque não conseguiu se adaptar ao futebol europeu. O Tottenham o emprestou várias vezes, mas ele não teve muitas oportunidades – analisa Gerbaudo.

“Retornou ao Rosario Central e conseguiu recuperar sua melhor forma. Atua como único atacante, mas também pode jogar ao lado de outro atacante”, completa Gerbaudo.

Rodrigo Mendoza, repórter do Tyc Sports, reforça a opinião do colega de profissão sobre o retorno ao futebol argentino e citou a presença de Di María no Rosario Central como algo decisivo. Vale lembrar que a transferência do jogador para o Tottenham, em 2023, foi a maior venda da história do clube argentino.

– Procurando continuidade, procurando recuperar, mas sabendo que, além disso, iria contar como companheiro com o Angel Di María, o que foi um fator fundamental também na decisão de voltar – explicou Mendoza.

– É um 9 de importância do físico, de muito bom cabeceio, de muita presença e que encaixou muito bem no Rosario Central. Tem uma entrega muito grande, e repito, seu maior poder está na presença debaixo das traves, perto do gol, e com o cabeceio, ao que me parece, como a ferramenta mais importante que ele mostrou na carreira – complementou.

O jornalista argentino Matías Roconi avalia que Alejo é “um típico camisa 9” e que pode garantir muitos gols ao Bahia

– Alejo Veliz é um típico camisa 9, conhecido por sua presença física, força e capacidade de finalizar jogadas. Uma de suas principais qualidades é o cabeceio: ele marcou muitos gols dessa forma durante suas duas passagens pelo Rosario Central. A tudo isso, ele acrescenta empenho em cada disputa de bola. Se o Bahía conseguir contratá-lo, ele poderá garantir muitos gols para a equipe.

Dificuldade contratual

Contudo, Matías Roconi aponta que o Bahia deve ter dificuldade para contratar o jogador, que quer jogar a Libertadores ao lado de Ángel Di María.

– A sua chegada nesta janela de transferências não parece simples. Primeiramente, porque o desejo do jogador é disputar a Copa Libertadores de 2026 pelo Rosario Central ao lado de Ángel Di María. E principalmente porque o Central não está disposto a se desfazer de seu artilheiro – explicou.

– Segundo fontes em Rosário, a cláusula de recompra do empréstimo do atacante do Tottenham ao Central não está mais em vigor e só poderia ser ativada caso o jogador tivesse atuado em menos de 50% das partidas do Central na última temporada. Veliz jogou mais do que isso, então não há risco contratual de ele deixar o Central antes de junho. A única maneira de ele sair antes do meio do ano seria se o Central o quisesse, o que é atualmente impossível. O Central não quer perder seu artilheiro e pretende mantê-lo pelo menos até junho – finalizou Roconi.

Fonte: GE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *