O trio elétrico, um dos maiores símbolos do Carnaval baiano, foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Imaterial, Cultural e Histórico de Salvador. A medida foi estabelecida pela Lei nº 9.948/2026, sancionada pelo prefeito Bruno Reis e publicada nesta quinta-feira (5) no Diário Oficial do Município.
Com o reconhecimento, caberá ao órgão municipal responsável pela preservação do patrimônio cultural adotar as medidas necessárias para formalizar e garantir a proteção desse importante elemento da cultura popular da capital baiana.
Origem do trio elétrico
A história do Trio Elétrico começou em 1950, quando os músicos Adolfo Antônio Nascimento e Osmar Álvares Macedo — conhecidos como Dodô e Osmar — decidiram levar música para as ruas durante o Carnaval de Salvador.
A dupla adaptou um automóvel com amplificadores e guitarras elétricas, criando um palco móvel que percorria as ruas da cidade. A ideia surgiu após contato com apresentações do músico argentino Waldo de los Ríos e com a novidade das guitarras elétricas da época.
O experimento rapidamente conquistou os foliões, que passaram a seguir o veículo pelas ruas da cidade. Com o passar dos anos, a estrutura foi se transformando: os carros deram lugar a caminhões maiores, os equipamentos de som evoluíram e os trios passaram a receber artistas convidados.

Trio elétrico é reconhecido como Patrimônio Imaterial, Cultural e Histórico de Salvador
Símbolo do Carnaval da Bahia
Com o crescimento do Carnaval de Salvador, o trio elétrico se consolidou como uma das principais expressões da festa de rua no Brasil, ajudando a projetar nacionalmente artistas como Ivete Sangalo, Daniela Mercury e Chiclete com Banana.
Hoje, o trio elétrico é reconhecido como um dos maiores ícones da cultura popular baiana, reunindo música, tecnologia e participação coletiva em um formato de celebração que inspirou carnavais e eventos em diversas cidades do país e do mundo.
A nova lei entra em vigor a partir da data de sua publicação.
Fonte: Alô alô Bahia / Foto: Divulgação