Imunizante é oferecido de forma gratuita pelo SUS (Sistema Único de Saúde); sarampo é uma das doenças mais contagiosas do mundo e pode levar à morte
O sarampo é uma das doenças infecciosas mais contagiosas do mundo, o diagnóstico pode evoluir para quadros mais graves e levar ao óbito. Por não possuir um tratamento específico, a imunização é uma das principais ações para conter o aumento do vírus.
Somente em 2026, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 52 casos foram confirmados no Brasil, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Todos os casos registrados são importados, ou seja, foram adquiridos fora do país e a maioria das pessoas não estavam imunizadas.
Quando olhado na escala por regiões, por exemplo, a transmissão em países das américas contabilizou o maior número de casos já registrados em mais de duas décadas, segundo a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde). Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram 95% dos casos confirmados neste ano.Play Video
A Organização Mundial da Saúde determinou, então, que os países reforçassem sobre a importância da vacinação. No Brasil, a vacinação é gratuita e pode ser adquirida pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Orientações para vacinação
As campanhas intensas realizadas em São Paulo, onde abrange a maioria dos casos, foram finalizadas em agosto. No entanto, quem continua com doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. O principal público-alvo são crianças e pessoas com o sistema imunológico frágil.
Adultos que não têm certeza de ter sido vacinados também devem buscar orientação. Diante de febre acompanhada de manchas vermelhas, a orientação é procurar atendimento médico e evitar o contato com outras pessoas, especialmente bebês e gestantes, para não ampliar a cadeia de transmissão.
Perigos do Sarampo
Considerada erradicada e levando o país a receber um certificado de eliminação em 2016, o sarampo voltou à assombrar a saúde pública brasileira após o retorno da circulação do vírus em 2018. O período de maior concentração foi em 2019, quando foram registrados 21.741 casos da doença.
O vírus se propaga pelo ar, por gotículas de saliva e secreções respiratórias, e pode permanecer em suspensão em ambientes fechados por até duas horas após a saída do doente do local.
Popularmente associado a uma doença “de criança” e de evolução simples, o sarampo é, na verdade, uma enfermidade grave. Os primeiros sintomas incluem febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, seguidos pelo surgimento de manchas avermelhadas que começam no rosto e se espalham pelo corpo. Em muitos casos, porém, a doença evolui para complicações sérias.
Entre as mais frequentes estão a pneumonia, principal causa de morte por sarampo em crianças pequenas, otites, diarreia intensa e desidratação. Em casos mais raros, o vírus pode atingir o cérebro e provocar encefalite.
Fonte: CNN Brasil / Foto: Adesão de vacina contra sarampo está baixa nas Américas • Freepik