Vítimas de acidentes de trânsito chegam a custar cerca de R$ 5 mil por dia ao HGCA, diz diretora

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De acordo com a diretora-geral da unidade, Cristiana França, somente em 2025, o HGCA atendeu na urgência e emergência 3.339 vítimas de acidentes

Durante sua participação em uma coletiva de imprensa promovida nesta terça-feira (27), no auditório do Hospital Clériston Andrade (HGCA), a diretora-geral da unidade, Cristiana França, chamou a atenção dos participantes sobre o custo elevado para se manter um paciente vítima de politrauma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Os pacientes que são politraumatizados e que vão para a UTI, eles custam em média quase R$ 5 mil por dia. Já nas enfermarias, por exemplo um paciente com fratura de perna, o custo médio é de aproximadamente R$ 1 mil. Na Neurocirurgia é mais caro, em torno de R$ 2 mil por dia”, informou.

A coletiva de imprensa foi promovida pela Câmara da Mulher Empresária, em parceria com o HGCA, a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), e forças de segurança do estado, para juntos apresentarem um balanço das ações desenvolvidas após o primeiro Fórum sobre Violência no Trânsito.

De acordo com a diretora-geral da unidade, Cristiana França, somente em 2025, o HGCA atendeu na urgência e emergência 3.339 vítimas de acidentes de trânsito, sendo 60% dos pacientes pessoas residentes em Feira de Santana.

“Hoje a maioria dos pacientes que chegam ao HGCA são politraumatizados, vítimas de acidentes, como também alvejados por armas de fogo. E a gente chama atenção também sobre pacientes de outras cidades, pois a maioria vêm com traumas na cabeça porque não usam o capacete.”

Foto: Mário Sepulveda/ FE

Anel de Contorno

Segundo Ricardo Cunha, superintendente da SMT, um dos pontos mais discutidos na reunião foi sobre a necessidade de melhorias e mais fiscalização na Avenida Eduardo Fróes da Mota (Avenida Contorno).

“A Avenida de Contorno tem uma característica de ter acidentes finais. Foi anunciada agora a duplicação e acredito que isso venha melhorar. Alguns pontos da avenida não são de competência da Avenida, e sim do DNIT. Mas o prefeito atento a essa situação iniciou obras na região do viaduto da Cerb, que liga o bairro Jomafa ao Tomba, e está sendo feito o trabalho pela prefeitura.”

Na opinião da inspetora da PRF, Lívia Marcelino, para ter um trânsito seguro é preciso a responsabilidade do condutor, de ações de fiscalização, mas também de uma pista em boa condição.

“O Anel de Contorno está muito distante desta realidade, por conta dos buracos, da falta de sinalização em alguns locais, e a iluminação. A gente faz intervenções através de fiscalizações, mas mudanças maiores na engenharia do trânsito precisam ser amplamente discutidas com o DNIT e os demais órgãos, pois é preciso fazer estudos técnicos.”

Ela enfatiza que a ingestão de bebida alcoólica e o excesso de velocidade continuam sendo os fatores que mais agravam os acidentes de trânsito.

“A alcoolemia agrava os sinistros, e a velocidade da mesma forma, principalmente por conta de colisões frontais e saídas da pista. Em 2025 foram cerca de óbitos no trecho todo da PRF em Feira, sendo 70% de vítimas do Anel de Contorno.”

O Capitão da Polícia Militar, Lacerda Jr., destacou que as operações de fiscalização de alcoolemia continuam sendo importantes para prevenir acidentes e mortes no trânsito.

“As operações são planejadas em locais conforme o fluxo de veículos, para que não traga transtornos e inviabilize o tráfego de pessoas e veículos naqueles locais. Tudo isso depende de uma série de fatores que são analisados, como locais e horários que promovam maior segurança à vida.”

Ele advertiu ainda as pessoas que costuma divulgar pontos de fiscalizações de trânsito. “No momento que você faz uma publicação como essa, está dando condição de uma pessoa alcoolizada fugir da fiscalização e tirar a vida de terceiros.” 

Fonte: Jornal Folha do Estado / Foto: Mário Sepulveda/ FE

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