Domingo, 22 de fevereiro de 2026
A Câmara Municipal de Ipirá-BA não tem aparecido como um bom exemplo para outras Casas. Seu recesso pode ser classificado como excessivo. Para se ter uma ideia, a última sessão ocorreu na primeira quinzena de dezembro de 2025. Se contarmos com o recesso de meio de ano – em torno de 30 a 40 dias – podemos dizer que a Casa tem um recesso anual que gira em torno de quatro meses ou mais, superando as casas legislativas, por exemplo, da Câmara e Senado Federal.
Tomando o trabalhador médio brasileiro formal como referência, duas questões podem ser pontuadas. Primeiro que este tem de garantia seus 30 dias de férias. Segundo que a grande maioria ganha entre 1 a 2 salários mínimos. Embora se saiba que a atividade de vereança não se resuma às sessões na Câmara, estas representam momento essencial para a prestação de contas e diálogo com a sociedade, de modo mais direto(no caso de Ipirá as sessões ocorrem uma única vez por semana) e nesse contexto não se justifica receber um salário dez vezes mais (cada representante tem salário bruto de mais de R$14 mil reais) que o trabalhador comum e ainda ter mais do triplo de férias daqueles que são seus representados.
Mesmo se tratando de uma questão regimental, a própria Casa e seus representantes têm autonomia para alterar a legislação e, com uma boa dose de coerência, reduzir o excesso de férias que já seria em si uma demonstração clara de respeito à coisa pública e aos cidadãos e cidadãs.
Recordando que “Edis” fizeram uma crítica justamente com relação a essa situação, e a Câmara não digeriu satisfatoriamente a crítica, colocando uma nota que ia de encontro ao que foi exposto.Fica uma questionamento: Será que a “Casa do Povo” como é denominada , já amadureceu o suficiente para receber as críticas?