O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, criticou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) após duas turistas serem baleadas nesta terça-feira (24) ao passarem por uma área de conflito no Extremo Sul da Bahia, onde invasões de terra cometidas por grupos criminosos têm provocado um ambiente crescente de instabilidade.
O episódio, se soma a uma série de ocorrências recentes que vêm alarmando produtores, trabalhadores e moradores da região. Nas últimas semanas, invasões de propriedades rurais, ameaças, incêndios, bloqueios de estradas e confrontos armados têm provocado clima de terror no campo. Produtores rurais, inclusive, criaram uma petição pública denunciando o abandono estatal e cobrando ação imediata do governo.
Para João Roma, o caso das turistas baleadas evidencia que a situação “saiu completamente do controle”, e que a omissão e a inoperância do governo do PT têm permitido a escalada da violência. O ex-ministro alertou que a escalada da violência na região já vem de meses, mas o problema se agravou nos últimos dias.
“A Bahia chegou a um nível de insegurança tão grave que nem turistas escapam mais dos efeitos diretos da omissão do governo. O Extremo Sul virou uma terra sem lei porque o Estado se recusa a agir com firmeza. Isso é resultado de anos de abandono e conivência do PT com grupos que ocupam propriedades e criam terror no campo”, criticou Roma.
Roma afirmou que a disputa fundiária, longe de ser tratada com seriedade, virou uma “bomba-relógio” devido à incapacidade das gestões petistas de resolver conflitos e garantir segurança jurídica. “Hoje, produtores rurais não conseguem trabalhar, trabalhadores têm medo de sair de casa e estradas são fechadas porque o Estado não cumpre sua função básica: garantir ordem e a segurança das pessoas”, frisou
Segundo Roma, a proximidade das últimas semanas mostra que a situação não está caminhando para solução, mas piorando. “O que está acontecendo no Extremo Sul não é normal e não pode ser tratado como rotina. A Bahia não pode ser refém da omissão. É urgente garantir segurança jurídica, reforçar o policiamento, investigar grupos criminosos que se infiltram nesses conflitos e proteger vidas. O Estado deve existir para isso, e não está cumprindo”, salientou.
Fonte: Política Livre / Foto: Divulgação