• Mais vacinas para dengue • Índia pode ajudar Brasil a produzir semaglutida? • Corte na prevenção a ISTs na Argentina • E MAIS: polilaminina; Chagas; doença de Chagas; mercúrio nos EUA •
Por Sophia Vieira
Durante o aniversário de 125 anos do Instituto Butantan, nesta segunda-feira (23), foi anunciada uma nova leva de mais 1,3 milhão de doses da Butantan-DV, vacina contra a dengue produzida nacionalmente pelo Instituto. O anúncio ocorre num cenário de expansão do laboratório, que recentemente recebeu 1,4 bilhão de reais do Ministério da Saúde para a construção de duas novas fábricas e para a modernização de outras duas.
Até o momento, foram adquiridas 3,9 milhões de doses da vacina contra a dengue, com investimento federal de R$ 368 milhões. Os quantitativos estão sendo entregues assim que produzidos pelo Butantan. Do total dos recursos, o aporte de R$ 76,1 milhões para a nova plataforma de produção de vacinas de RNA mensageiro (mRNA) posiciona o Brasil na vanguarda da biotecnologia. Este modelo de produção é mais ágil e permite que o país responda com rapidez e eficiência a crises sanitárias ou novas pandemias, adaptando a produção de imunizantes em tempo reduzido e com menor custo operacional.
Fim da patente do Ozempic e parcerias Brasil-Índia
Estímulo à produção nacional e parcerias tecnológicas com empresas indianas são alguns dos resultados da viagem do presidente Lula e do Ministro da Saúde Alexandre Padilha à Índia. Durante a missão oficial, Padilha afirmou que o governo prepara o país para o fim da patente do Ozempic (semaglutida). Estão sendo articuladas conexões entre empresas privadas brasileiras e farmacêuticas indianas para o desenvolvimento da plataforma dos peptídeos, base dos medicamentos usados hoje nas canetas.
A perspectiva é de R$ 10 bilhões em investimentos em dez anos, abrindo caminhos para produção nacional de medicamentos de alta tecnologia, reduzindo preços no Brasil. A discussão sobre a incorporação do medicamento no SUS deve acontecer ao longo do ano, segundo o ministério. Outro assunto de destaque nas negociações foram as PDPs voltadas a medicamentos oncológicos.
Argentina: Milei e o ajuste fiscal na saúde sexual
Na Argentina de Javier Milei, a crise atinge também a saúde sexual da população. A política de austeridade já atinge os métodos de prevenção e campanhas de educação sexual, com um resultado assustador: uma queda de 64% na distribuição de camisinhas. A política ultraliberal que governa o país coloca campanhas de prevenção como gastos desnecessários, ou até mesmo como doutrinação, mas os resultados já mostram um aumento de ISTs circulando entre a população.
Segundo José María Di Bello, da Fundação Grupo Efecto Positivo (GEP), há uma escassez total de preservativos: “Nenhuma compra foi feita durante este governo”. Ele reforça que a queda no acesso ao preservativo não é um problema de indivíduos, mas de acesso e abandono do Estado: “Eles vendem como comportamento individual, mas não há campanhas”, refletiu Di Bello.
Polilaminina
A Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência publicaram uma carta sobre a polilaminina. O documento destaca a importância das instituições públicas de pesquisa no Brasil, mas pede cautela em meio à repercussão sobre o remédio, que ainda está em fase de testes. Saiba mais.
Fatores de risco do AVC
Especialista da International Stroke Conference afirma que o aumento de casos de AVC em jovens está ligado a uma piora dos hábitos de vida. Para autoridades, a prevenção é uma janela de oportunidade ainda negligenciada, sendo o tratamento de casos de hipertensão um dos principais exemplos. Entenda.
Doença de Chagas
Um estudo inédito com participação da Unesp possibilitou novas diretrizes terapêuticas no tratamento da insuficiência cardíaca causada pela doença de Chagas. Com a participação de quatro países latino-americanos, foi avaliada a eficácia e segurança de medicamentos exclusivamente em pacientes chagásicos. Conheça mais.
Legislação ambiental
Trump irá reverter as regulamentações que limitam mercúrio e toxinas perigosas em usinas de energia. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA afirmou que a flexibilização aliviaria os custos para as concessionárias. A demanda por energia está aumentando em meio à expansão dos centros de dados usados para IA. Confira mais informações.
Fonte: Outra Saúde