Demanda por energia deve crescer 2,8% na América Latina 

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Segundo a Moody’s, grandes projetos intensivos deverão acelerar crescimento da demanda, incluindo a expansão das operações de mineração no Chile e Peru

As condições de crédito para emissores de infraestrutura com rating na América Latina permanecerão amplamente estáveis até pelo menos o início de 2027, estimulando as atividades de refinanciamento e investimento com custos mais gerenciáveis. É o que aponta mais recente relatório da Moody’s. Além disso, há focos de risco emergindo relacionados a alterações políticas, disrupção digital e mudanças climáticas.

De acordo com o relatório, o crescimento da demanda por eletricidade deverá ficar em torno de 2,8% pelo menos até o início de 2027, mas os riscos de alta vêm ganhando maior relevância. A demanda por eletricidade permanecerá moderada pelo menos até o início de 2027, com crescimento projetado em torno de 2.8% ao ano, equivalente a 1,2 vez as premissas da Moody’s de crescimento do PIB real para a região. No entanto, a probabilidade de taxas de crescimento mais rápidas dentro do cenário principal aumentou.

Segundo a Moody’s, grandes projetos intensivos em energia deverão acelerar o crescimento da demanda, incluindo a expansão das operações de mineração no Chile e Peru, bem como a materialização de novos investimentos em data centers, especialmente no Chile, Brasil, México e Argentina. Consequentemente, o aumento anual da demanda por eletricidade nos próximos anos refletirá não apenas a contínua expansão dos data centers, mas também o crescimento do consumo industrial, eletrificação do transporte e uso maior de ar-condicionado.

A diminuição das taxas de juros melhorará o acesso do setor de infraestrutura latino-americano aos mercados de dívida e facilitará a cobertura de juros das empresas. A continuidade do suporte regulatório e a capacidade de pagamento de tarifas continuam a ser fundamentais para respaldar nossas expectativas de crescimento. À medida que a inflação arrefece, a intervenção política na definição de tarifas e nos mecanismos de indexação diminuirá nos serviços regulados. No entanto, a América Latina enfrenta um calendário eleitoral intenso em 2026, o que adiciona alguma incerteza. O novo governo do Chile provavelmente fará do crescimento econômico e do rápido desenvolvimento de grandes projetos de infraestrutura uma prioridade, e a atividade contínua de fusões e aquisições no Peru sugere que os investidores não percebem riscos políticos relevantes no país. As eleições presidenciais na Colômbia e no Brasil determinarão se esses países migrarão para governos mais favoráveis às empresas.

Os fundamentos de crédito permanecem sólidos para a infraestrutura de transporte da América Latina. Esperamos um crescimento de até 3% do tráfego das operadoras de rodovias pedagiadas da região em 2026, após aos fortes ganhos registrados em 2025. O tráfego nas rodovias ustrapassará os níveis observados antes da pandemia. Os aeroportos regionais deverão apresentar um crescimento estável de 4% do tráfego de passageiros em 2026, à medida que as condições macroeconômicas e a conectividade ganham força.

Fonte: Money Report

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