O avanço da cirurgia robótica em procedimentos ginecológicos e femininos em geral tem tido crescimento significativo no Brasil e no mundo. Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB), entre 2018 e 2023, o volume de cirurgias robóticas em mulheres saltou 417%.
Os procedimentos ginecológicos que mais utilizam a técnica robótica são miomectomia (remoção de miomas), que lidera as cirurgias robóticas na Ginecologia, representando 64% dos casos, seguida pela histerectomia (remoção parcial ou total do útero), com 18%, e cirurgias ovarianas, com 15%. A cirurgia robótica é considerada segura e viável tanto nos casos benignos quanto malignos e representa uma evolução da laparoscopia.

Segundo Vinicius de Borba Marthental, cirurgião do Hospital Edmundo Vasconcelos, a expansão da cirurgia robótica na ginecologia é sustentada por evidências consistentes da literatura médica, que apontam redução do trauma cirúrgico, menor sangramento intraoperatório, menor taxa de complicações e recuperação funcional mais rápida, sobretudo quando comparada à cirurgia aberta e, em casos selecionados, à laparoscopia convencional.
“Mais do que uma tendência, a cirurgia robótica representa uma mudança de paradigma no cuidado com a saúde da mulher. Ela nos permite atuar com altíssimo nível de precisão, preservando estruturas importantes e reduzindo impactos no corpo da paciente. Isso se traduz não apenas em uma recuperação mais rápida, mas também em melhores desfechos clínicos e mais qualidade de vida no pós-operatório. À medida que a tecnologia avança e se torna mais acessível, a expectativa é que cada vez mais mulheres possam se beneficiar dessa abordagem segura e eficaz”.
Em nível mundial, as cirurgias robóticas ginecológicas representaram 2,24 bilhões de dólares naquele ano, com previsão de atingir 4 bilhões de dólares até 2031.
No Hospital Edmundo Vasconcelos, as cirurgias robóticas femininas já representam cerca de 24% do total de procedimentos robóticos realizados na instituição, evidenciando a ampliação do uso dessa tecnologia na saúde da mulher.
Essas cirurgias abrangem principalmente as especialidades de Ginecologia, Aparelho Digestivo, Urologia e Cirurgia Torácica, reforçando a versatilidade da plataforma robótica e o compromisso do hospital com técnicas minimamente invasivas, maior precisão cirúrgica e melhores resultados clínicos.
“Ela nos permite atuar com altíssimo nível de precisão, seja em cirurgias de doenças benignas como no tratamento do câncer. Auxilia na preservação de estruturas importantes e reduzindo impactos no corpo da paciente. Isso se traduz não apenas em uma recuperação mais rápida, mas também em melhores desfechos clínicos e mais qualidade de vida no pós-operatório”, conclui Vinicius de Borba Marthental.
Com Informações do Site Medicina SA