A China vetou a compra da empresa de inteligência artificial Manus pela Meta, realizada no final do ano passado por cerca de US$ 2 bilhões. A medida foi anunciada em uma breve declaração do governo chinês, sem muitas explicações.
Caso não saiba, a Manus é uma empresa de agentes de AI, ou seja, utiliza inteligência artificial para executar tarefas automaticamente. Em abril de 2025, um mês depois do seu lançamento, ela já era avaliada em US$ 500 milhões.
O que está por trás: À medida que a rivalidade no setor de AI entre China e Estados Unidos se intensifica, Xi Jinping tenta proteger suas tecnologias, seus talentos e afastar os americanos de setores sensíveis.
Nas últimas semanas, o próprio governo chinês determinou que as principais empresas de inteligência artificial do país rejeitassem investimentos dos EUA — a menos que fossem explicitamente aprovados pelos governantes.
Em certa medida, o movimento lembra o período da Guerra Fria. As duas maiores potências correm para desenvolver as tecnologias mais avançadas, mas enfrentam alto grau de desconfiança e polarização.
Na prática, com a medida, a China fica mais protegida de ter seus dados e suas tecnologias vazados, mas deixa de receber bilhões de dólares que poderiam acelerar suas operações.
Já para a Meta, a determinação representa um golpe na disputa com as rivais Microsoft, Google, OpenAI e Anthropic, deixando a empresa de Zuckerberg mais longe da liderança do setor de agentes, que deve ser avaliado em US$ 182 bilhões até 2033.
Fonte: The News / (Imagem: Ken Ishii | Getty Im)