O Consórcio Saúde Feira de Santana, formado por seis empresas e instituições, venceu a Parceria Público-Privada (PPP) destinada à construção e operação dos serviços não assistenciais do futuro Hospital Municipal de Feira de Santana, durante leilão realizado na última sexta-feira (15/05/2026), na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O projeto, apontado pela Prefeitura como a obra de maior envergadura já conduzida pelo Município, prevê a implantação de uma unidade hospitalar de alta complexidade com 110 leitos, incluindo 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), centro cirúrgico moderno e estrutura de bioimagem para exames e diagnósticos, com atendimento exclusivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta vencedora apresentada no leilão foi de R$ 6.287.200,00. O certame ocorreu na capital paulista e marcou uma etapa decisiva para a viabilização do novo equipamento de saúde pública municipal.
O Consórcio Saúde Feira de Santana será responsável pela execução da construção e pela operação dos serviços não assistenciais da unidade. Entre essas atividades estão manutenção, segurança, lavanderia, logística e demais serviços de apoio, conforme a divisão de responsabilidades prevista no modelo de PPP.
O grupo vencedor foi representado pela Terra Investimentos e reúne seis empresas e instituições com atribuições específicas para as diferentes etapas do projeto.
Seis empresas integram o consórcio vencedor
O consórcio é formado por:
- Supramed Serviços de Apoio à Saúde
- Arq Comércio, Construção e Administração
- Cartemono Participações
- Era Técnica em Engenharia e Construções e Serviços
- Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano
- Hack Engenharia
Segundo o modelo apresentado pela Prefeitura de Feira de Santana, cada integrante terá funções definidas na execução das etapas de construção e na operação dos serviços de suporte do hospital.
A presença de empresas de engenharia, administração, apoio à saúde e desenvolvimento institucional indica que o projeto foi estruturado para combinar competências técnicas distintas, necessárias à implantação e ao funcionamento de uma unidade hospitalar de maior complexidade.
Prefeitura ficará responsável pela assistência direta à população
Com a PPP, a Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, concentrará sua atuação na assistência direta aos pacientes. A gestão municipal afirma que essa divisão permitirá maior foco no atendimento à população, enquanto o consórcio assumirá os serviços não assistenciais.
Na prática, o modelo separa as atividades de suporte operacional das funções finalísticas da saúde pública. Assim, a prestação de atendimento médico, hospitalar e assistencial continuará sob responsabilidade do poder público municipal.
O novo hospital será destinado exclusivamente ao atendimento pelo SUS, ampliando a capacidade da rede pública local e oferecendo suporte a demandas de maior complexidade.
Estrutura prevista inclui UTI, centro cirúrgico e bioimagem
O projeto do Hospital Municipal prevê a oferta de 110 leitos de internação, sendo 10 leitos de UTI. A unidade também deverá contar com centro cirúrgico moderno e um parque completo de bioimagem, voltado à realização de exames e diagnósticos.
A implantação desses serviços representa uma ampliação relevante da estrutura municipal de saúde, sobretudo em uma cidade com forte centralidade regional, como Feira de Santana. O município exerce papel estratégico no atendimento à população local e de cidades vizinhas, o que torna a capacidade hospitalar um tema de interesse público permanente.
A futura unidade deverá reforçar a rede de assistência e reduzir pressões sobre outros equipamentos de saúde, especialmente em áreas que exigem internação, procedimentos cirúrgicos, exames especializados e cuidados intensivos.
José Ronaldo acompanha leilão em São Paulo
A licitação da PPP foi acompanhada presencialmente pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, que esteve na B3 ao lado do secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos.
Também participaram do ato o procurador do Município, Augusto Graça Leal, e os secretários Carlos Brito, de Planejamento; Sandra Peggy, de Administração; e João Vianney, de Operações e Manutenção. A presidente da Comissão de Contratos e Licitações, Luciana Flores, também acompanhou o procedimento, juntamente com demais membros da equipe técnica.
A presença da cúpula administrativa municipal no leilão indica a centralidade política e institucional do projeto para a gestão de Feira de Santana.
Prefeito afirma que hospital cumpre compromisso com a população
Ao comentar o avanço do projeto, o prefeito José Ronaldo afirmou que a construção do Hospital Municipal representa a concretização de um compromisso assumido com a população feirense.
“No meu quinto mandato como prefeito, vivo talvez o início de um projeto que sonhei a vida inteira: ver Feira de Santana avançando para ter o seu Hospital Municipal”, declarou.
A fala do gestor vincula a obra à agenda histórica da administração municipal e ao debate sobre a necessidade de ampliar a autonomia de Feira de Santana na prestação de serviços hospitalares de alta complexidade.
PPP busca viabilizar obra de grande porte
A adoção da Parceria Público-Privada como instrumento de execução permite que o Município contrate a implantação e a operação de serviços de apoio por meio de um modelo de cooperação com a iniciativa privada.
Esse formato tem sido utilizado por administrações públicas em projetos de infraestrutura que exigem capacidade técnica, planejamento de longo prazo e investimento operacional contínuo. No caso de Feira de Santana, a PPP foi estruturada para que o consórcio cuide da construção e dos serviços não assistenciais, enquanto a Prefeitura permanece responsável pela assistência à saúde.
A efetividade do modelo dependerá da fiscalização contratual, da qualidade da execução, da transparência no acompanhamento das etapas e da capacidade do poder público de manter o atendimento dentro dos padrões exigidos pelo SUS.
Hospital Municipal amplia debate sobre saúde pública em Feira de Santana
A construção do Hospital Municipal ocorre em um contexto de demanda crescente por serviços públicos de saúde em Feira de Santana. A cidade é um dos maiores centros urbanos da Bahia e exerce influência regional em áreas como comércio, educação, transporte e atendimento médico.
A implantação de uma unidade hospitalar com leitos de internação, UTI, centro cirúrgico e bioimagem pode fortalecer a rede municipal e reduzir dependências externas em determinadas áreas assistenciais.
Para que o projeto alcance seus objetivos, será necessário assegurar integração com a atenção básica, unidades de pronto atendimento, regulação de vagas, transporte sanitário e demais serviços da rede pública.

Fonte: Jornal Grande Bahia