Desde a pandemia, muitos países desenvolvidos perceberam o real tamanho de um problema que terão que enfrentar: falta de mão de obra jovem à medida que a população envelhece. Alemanha, Japão e Portugal são os principais exemplos.
Um rápido contexto: As três nações envelhecem em ritmo acelerado. Na Alemanha, o país deve perder 40 mil trabalhadores só em 2026. O Japão registrou o menor número de nascimentos em 75 anos em 2024. Em Portugal, projeções indicam que o país pode encolher de 11 para 6 milhões de habitantes até 2100.
Não à toa, nos últimos dois anos, os países criaram ou reformularam vistos para atrair trabalhadores de fora.
🇩🇪 A Alemanha criou a Chancenkarte — cartão de oportunidades —, que permite entrar no país por até um ano para buscar emprego sem contrato prévio, exigindo diploma, experiência, idioma e € 12 mil em conta. O governo previa 30 mil vistos por ano, mas só atingiu 11 mil até jun/2025.
🇯🇵 O visto japonês para nômades remotos exige renda anual de R$ 31 mil e permite uma estadia de seis meses. Ele ficou conhecido como “visto para nômades ricos”.
🇵🇹 Em Portugal, o visto D8 teve mais adesão brasileira, mas o crescimento veio acompanhado de uma crise de habitação: alta de 18,9% no preço dos imóveis no quarto trimestre de 2025.
O padrão se repete além desses três: Estônia, Reino Unido e dezenas de outros países criaram programas parecidos nos últimos anos. O que todos têm em comum é o perfil que buscam: jovens qualificados e com certo poder aquisitivo.
Do outro lado dessa equação, o interesse dos brasileiros em emigrar nunca foi tão alto. A Europa é o destino preferido, com Portugal liderando. A vontade existe, mas conseguir esse tipo de visto não é tão fácil assim para a maioria.
Fonte: The News / (Imagem: Highcore | Pixta)