Empréstimo do Banco Master entra na mira de investigação sobre estádio da Copa na Argentina

Bahia Brasil esportes

segunda-feira, 10/08/2026 – 13h00

Por Redação

O Banco Master entrou no radar de uma investigação que envolve o futebol argentino. Segundo a coluna de Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, um empréstimo de R$ 450 milhões concedido pelo banco à empresa brasileira Revee passou a ser analisado em meio a apurações sobre a concessão de um estádio histórico da Argentina.

O caso envolve o Estádio José María Minella, em Mar del Plata, construído para a Copa do Mundo de 1978. O equipamento fez parte do pacote de concessão do Parque Municipal de los Deportes Teodoro Bronzini, que também inclui o ginásio Islas Malvinas.

De acordo com a reportagem, a cédula de crédito bancário do Master foi apresentada, traduzida para o espanhol, como prova da capacidade financeira da Revee no processo de concessão. A empresa também teria anexado uma declaração afirmando que US$ 26 milhões, cerca de R$ 148 milhões à época, já estavam reservados para obras na Argentina.

A concessão é investigada no contexto do chamado caso Sur Finanzas, apuração que trata de suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos e fraude de suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos e fraude bancária envolvendo a Associação do Futebol Argentino (AFA) e ex-dirigentes do Banfield.

A concessionária responsável pelo projeto é a Minella Stadium SA, criada para disputar a concessão em Mar del Plata. Segundo o Metrópoles, a estrutura envolve a Revee e uma sociedade anônima argentina ligada a ex-dirigentes do Banfield.

O principal ponto de conexão com o caso Master é que o empréstimo de R$ 450 milhões serviu como uma das garantias apresentadas pela Revee para demonstrar capacidade financeira no processo. A operação também está sob análise da Polícia Federal brasileira em meio a uma lista de transações suspeitas envolvendo o banco.

Ainda de acordo com a reportagem, o Ministério Público argentino avalia pedir cooperação internacional com a Polícia Federal do Brasil para investigar possíveis conexões entre alvos da Operação Carbono Oculto e irregularidades na concessão do estádio.

O Estádio José María Minella, conhecido como “Mondialista”, recebeu jogos da Seleção Brasileira na primeira fase da Copa de 1978. A promessa da concessão era transformar o equipamento em uma arena com padrão Fifa e capacidade para 35 mil pessoas, além de recuperar o ginásio Islas Malvinas.

Mais de um ano após a assinatura da concessão, porém, as obras pouco avançaram. Segundo a coluna, o estádio chegou a ficar sem energia por falta de pagamento, e as dívidas com fornecedores e trabalhadores já se aproximam de R$ 5 milhões.

A Revee afirmou ao Metrópoles que repassou sua participação na concessionária há cerca de dois meses e que cumpriu suas obrigações enquanto esteve à frente da operação. A empresa também disse não integrar o grupo Sur Finanzas nem manter vínculo societário ou operacional com ele.

Foto: Divulgação



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