A taxa de desemprego recuou para 5,4% no segundo trimestre deste ano — o menor nível para esse intervalo na série histórica iniciada em 2012. O resultado representa uma queda de 0,7pp em relação ao 1tri.
Vale lembrar que o IBGE considera desempregadas as pessoas com 14 anos ou mais, que estão disponíveis e procurando emprego. Beneficiários de programas sociais — como o Bolsa Família — que não estejam em busca de serviço não entram na conta, por exemplo.

(Imagem: G1 | IBGE | Reprodução)
Alguns fatores ajudam a explicar esse resultado:
Sazonalidade: O desemprego costuma aumentar no início do ano por conta do fim de postos de trabalho gerados pelos eventos de final de ano. Depois, os números tendem a se recuperar.
Envelhecimento: Com a população ficando mais velha, uma parcela dos brasileiros deixa de procurar emprego e é excluída da conta.
Economia: Especialistas ainda apontam que o desempenho da economia nos últimos anos ajudou na queda do desemprego.
A população que trabalhou pelo menos uma hora no período analisado também melhorou, atingindo 103 milhões — recorde de toda a série histórica. O resultado foi influenciado pelo crescimento do número de entregadores, na medida em que a população foi encontrando formas de se sustentar.
Apesar da queda no desemprego, a entrada de pessoas menos qualificadas no mercado diminuiu a renda média do trabalho. O valor apresentou uma leve queda de 1,5% em relação ao último trimestre — atingindo R$ 3.795.
Fonte: The News