Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que reúne empresas responsáveis por mais de 85% dos exames realizados na saúde suplementar no país, mostram que a transmissão da influenza permanece elevada no Brasil, mesmo após o pico registrado em maio.
Na Semana Epidemiológica 28 (12 a 18 de julho de 2026), a taxa de positividade alcançou 28,5%, índice quase três vezes superior aos 10,2% observados no mesmo período de 2025. Além disso, o relatório aponta que a doença ainda não apresenta tendência de queda, indicando a manutenção da alta circulação viral no país.
A média móvel das últimas cinco semanas permaneceu próxima de 27%, demonstrando estabilidade em uma crescente. Diferentemente do observado no mesmo período de 2025, quando já havia uma tendência de redução, os números atuais ainda não indicam redução consistente da influenza, mantendo o cenário de atenção.
Para Carlos Eduardo Ferreira, médico patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, o cenário indica que a influenza continua sendo transmitida de forma intensa no país. “Embora a positividade esteja abaixo do pico registrado em maio, ela permanece em um patamar elevado e sem tendência de diminuir. Isso demonstra que o vírus continua em ampla circulação e reforça a necessidade de manter o monitoramento epidemiológico e as medidas de prevenção”, afirma.
Vacinar e diagnosticar seguem essenciais no combate à doença
A proximidade do período de maior propagação dos vírus respiratórios reforça a importância da vacinação, especialmente entre os grupos prioritários e pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença.
“A vacinação continua sendo a principal estratégia para reduzir casos graves e internações. Da mesma forma, o diagnóstico laboratorial permite diferenciar a influenza de outras infecções respiratórias, contribuindo para condutas médicas mais rápidas e adequadas, além de fornecer informações importantes para o acompanhamento do cenário epidemiológico”, destaca Carlos Eduardo Ferreira.
Para o especialista, a medicina diagnóstica tem papel essencial na resposta assistencial, ao permitir identificar casos com mais rapidez, orientar condutas médicas e apoiar o planejamento dos serviços de saúde. “O acompanhamento contínuo desses indicadores ajuda a compreender a dinâmica de transmissão dos vírus respiratórios e oferece subsídios importantes para as decisões em saúde pública”, completa.
Monitoramento
Os dados são compilados pela plataforma de inteligência METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Abramed. A ferramenta permite acompanhar tendências de forma estratégica e apoiar a tomada de decisões em saúde populacional.
As associadas da Abramed também enviam resultados diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo com o monitoramento epidemiológico conduzido pelo Ministério da Saúde. Essas informações são essenciais para compreender a progressão das doenças respiratórias no Brasil e embasar medidas de saúde pública.
Com Informações do Site Medicina SA