A superquarta de ontem teve uma particularidade: o BC brasileiro e o BC norte-americano seguiram direções opostas na taxa de juros.
Antes dos resultados, um pouco de economia: A taxa de juros ajuda os governos a controlarem a inflação. Na prática, se as projeções de inflação crescem os juros também sobem.
Por aqui, o BC reduziu a Selic pela quinta vez seguida e diminuiu a taxa de 14% para 13,75%. Esse é o menor nível desde março de 2025.
O corte se deve principalmente à desaceleração da inflação, com os preços dos produtos no último mês apresentando deflação de 0,32%. Apesar disso, o órgão apontou que segue de olho na política fiscal do governo e que o risco inflacionário segue mais elevado que o normal.
Apesar do corte, o BC também disse que o ambiente externo segue marcado por incertezas que exigem atenção, principalmente devido aos conflitos no Oriente Médio.
Já na terra do Tio Sam…
Foi a primeira vez que o Fed elevou os juros em três anos, que agora estão na faixa de 3,75% a 4% ao ano. A decisão foi unânime e as projeções do BC norte-americano apontam uma nova alta ainda em 2026.
A medida também foi influenciada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, com o BC destacando a pressão adicional sobre os preços provocada pela disparada do petróleo.
Esse é o primeiro aumento sob a gestão do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, que assumiu o cargo após ser escolhido por Trump. O problema é que o POTUS escolheu Warsh justamente com a expectativa de que ele cortaria os juros.
Fonte: The News / (Imagem: Edilson Rodrigues | Agência Senado)