Santos fracassa com ‘plano all-in’ e teme colapso financeiro

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Eliminado da Sul-Americana, clube fica com ‘buraco’ para arcar com folha inchada e direitos de imagem em atraso

A eliminação do Santos na Copa Sul-Americana provocou a perda imediata de milhões aos cofres do clube, mas deve causar consequências ainda mais profundas nos próximos dias.

Apenas por não alcançar a fase semifinal, o clube paulista já deixou de faturar 800 mil dólares (R$ 4,1 milhões pela cotação atual). Caso tivesse se classificado, o valor facilmente superaria a casa dos R$ 5 milhões com a arrecadação da bilheteria na partida como mandante da próxima fase, que exige um estádio com capacidade para no mínimo 30 mil torcedores.

Se fosse campeão, teria direito a mais 10 milhões de dólares (R$ 50 milhões).

O problema é que a diretoria santista apostou todas as suas fichas em avançar no torneio continental para conseguir bancar os reforços trazidos na última janela de transferências, que inflacionaram ainda mais a já alta folha salarial do clube. Agora, o temor é grande por um colapso financeiro.

O ponto é que o Santos hoje não possui receitas suficientes e faz contas para arcar com a folha mensal de quase R$ 30 milhões.

PLACAR apurou que o clube deve aos jogadores uma parcela de direitos de imagem – quantia que envolve até, no máximo, 40% dos ganhos de cada atleta – e ainda não tem recursos para pagar a próxima, que vence no próximo dia 20.

Procurada, a agremiação admitiu a dívida, mas assegurou estar em dia com os vencimentos em carteira, a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), e com o recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

A dívida santista, contudo, é tão preocupante ao ponto do clube não ter como custear a troca dos gramados da Vila e do CT Rei Pelé, alvos de diversas críticas públicas dos jogadores por conta de seu mau estado nas últimas semanas. A diretoria busca um “investidor” ou costurar um acordo com alguma empresa para as reformas estimadas em pouco mais de R$ 11 milhões, mas ainda não encontrou solução.

O caos financeiro é atinge até mesmo alguns dos prestadores de serviço, como a World Sports, empresa responsável pela manutenção do gramado, a qual o clube não paga há cinco meses.

Para concretizar as últimas transferências, a NR Sports, empresa da família de Neymar, precisou assumir a dívida de R$ 12 milhões que o Peixe tinha com o Monaco, da França, pela contratação do volante Jean Lucas em troca de propriedades do uniforme.

O balanço divulgado pelo Conselho Fiscal aos conselheiros na última segunda-feira, 14, apontou que o clube fechou o segundo trimestre do ano, de abril a junho, com déficit contábil 62% maior do que o orçado e mais R$ 119,6 milhões em dívidas. O endividamento total é superior a R$ 1,2 bilhão.

“O Passivo Total do clube em 30/06/2026, excluindo as receitas diferidas, de acordo com o balancete fornecido pelo clube ao Conselho Fiscal, foi de R$ 1.193.159.000. Em 31/03/2026 era de R$ 1.094.039.000. Contudo, no entendimento deste Conselho Fiscal, o passivo total deveria ter sido reconhecido em R$ 1.163.739.000 em 31/03/2026 e em R$ 1.241.534.000 em 30/06/2026”, explica o parecer.

No mesmo encontro, a diretoria santista também admitiu que precisará pagar R$ 17,3 milhões ao volante Zé Rafael, hoje no Alverca, de Portugal, pela rescisão de contrato em julho. O acordo entre as partes foi firmado em 48 parcelas de R$ 361 mil.

Na décima colocação do Brasileirão, a equipe terá mais 12 partidas para tentar salvar a temporada com uma vaga na pré-Libertadores, atualmente restrita ao quinto colocado, mas que pode ampliar para o sexto ou sétimo lugar a depender dos resultados da Copa do Brasil e da Libertadores.

Em dezembro, o clube passa por eleição. O atual presidente Marcelo Teixeira ainda não oficializou se tentará um novo mandato, mas apostava em um fim de ano triunfal para buscar a reeleição. Cenário esse que dependerá de uma hipotética arrancada agora.

Fonte: Placar / Nos pênaltis, Santos foi eliminado pelo Atlético-MG e deu adeus à Sula – Reinaldo Campos/Santos FC



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