Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) discutem estratégias para lidar com a eleição de senadores de direita que podem formar uma bancada favorável à abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte e à redução dos poderes do tribunal. Segundo quatro magistrados ouvidos pela coluna, uma das frentes seria ampliar o diálogo com parlamentares do PL que não integram a ala considerada mais radical. A reportagem é do jornal O Globo.
Entre os senadores eleitos apontados como possíveis interlocutores estão Reinaldo Azambuja (PL-MS) e Eduardo Gomes (PL-TO). Apesar de candidatos de direita terem adotado discursos críticos ao STF durante a campanha, ministros avaliam que parte dos novos parlamentares pode estar aberta ao diálogo e não necessariamente defender medidas de confronto direto com a Corte.
A outra frente envolve senadores eleitos que são alvo de investigações relatadas pelo próprio STF. Entre eles estão Carlos Jordy (PL-RJ), investigado por suposto desvio de cotas parlamentares, e Mauro Mendes (PL-MT), alvo de apuração sobre possíveis desvios de recursos públicos. Segundo ministros, os inquéritos podem ter novos desdobramentos antes mesmo da posse dos parlamentares, o que poderia reduzir a disposição de alguns deles para apoiar iniciativas contra integrantes do Supremo.
Fonte: Política Livre / Foto: Plenário do STF