Uma Meta fora do roteiro da eleição

política

Meta ou não se Meta? Eis a questão. A BIG TECH virou assunto da eleição, sob acusações de ter priorizado a direita na distribuição e engajamento do conteúdo. As contestações chegaram até especialistas ligados à ONU, que pediram investigação para ver se os sistemas priorizaram um dos lados.

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Tudo começou com “cartazes”. Usuários notaram que a Meta AI, no WhatsApp, topava fazer imagens com Flávio 22, mas não com Lula 13. A campanha petista, que já questionava a empresa no TSE, levou o caso ao tribunal.

A Meta diz que o filtro da AI barrava o nome completo dos candidatos, mas deixava passar o primeiro nome com o número. Segundo ela, “Luiz” com o 13 também funcionava, e a falha foi corrigida no mesmo dia.

Mas não foi só isso. A campanha petista diz que a BIG TECH falha repetidamente na entrega dos seus posts. Alguns episódios a própria empresa reconhece:

Em setembro, a conta de anúncios de Lula saiu do ar por pouco mais de 1h. A empresa afirma que foi um erro em uma varredura contra golpes.

Neste mês, a companhia também disse que uma falha global bagunçou por cerca de 5h a contagem de visualizações dos Reels, mas sem afetar o alcance. A campanha de Flávio também teria reclamado.

Somado a isso, apoiadores do presidente questionam o alto nível de entrega dos posts de Nikolas Ferreira no Instagram. Um relatório aponta que os vídeos do deputado têm mais views que vídeos de estrelas como Kylie Jenner e CR7, supondo que há impulsionamento da rede social.

Beleza, mas houve interferência? O TSE disse não ver, nesta fase, prova de manipulação proposital. O tribunal proibiu a empresa de limitar o alcance dos dois candidatos, sob multa de R$ 500 mil por dia se ela descumprir.

E agora? A ordem do TSE vale até domingo, dia da votação. A Meta diz que cumpriu tudo, mas quem dá a palavra final é o tribunal, que pediu ao Ministério Público Eleitoral um parecer para avaliar.

Fonte: The News / (Imagem: Paulo Pinto | Agência Brasil)

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