Não exatamente, mas uma nova tendência está mudando a relação dos mais novos com o dinheiro: o soft saving. O fenômeno cresceu nas redes sociais e já ganhou diversos adeptos fora das telas.
O que é o Soft Saving? O foco do movimento é reservar parte da renda para o futuro e, ao mesmo tempo, gastar outra parte com experiências, lazer e desejos do dia a dia. A tendência é contrária ao de concentrar os esforços exclusivamente na aposentadoria.
Para se ter ideia, 82% dos adultos americanos afirmam que é mais difícil para os jovens pouparem para o futuro, em comparação com as gerações passadas. Aqui no Brasil, as principais preocupações da Gen Z são custo de vida (34%) e desemprego (25%).
É justamente aí que o soft saving ganha espaço. Pense que, com o aumento das despesas básicas, tensões geopolíticas e mudanças climáticas os jovens repensam a ideia de sacrificar tudo por um futuro muito incerto.
Apesar do movimento, a gen Z ainda investe mais do que as gerações mais velhas. Enquanto os mais velhos ainda recorrem mais à poupança, os jovens distribuem seus investimentos entre diferentes produtos.
Apenas 13% dos jovens investem na poupança, contra 22% da média nacional e 27% entre integrantes da geração X e dos boomers.
Fonte: The News / (Imagem: Axios | Reprodução)