A nova lógica dos supermercados

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A compra do mês já não é mais a mesma — e isso vale para os supermercados. As redes estão revendo estratégias de crescimento para se adaptarem à nova forma de consumo.

Uma das mudanças é a quantidade de lojas. O grupo GPA, dono das redes Pão de Açúcar e Extra, que já teve em torno de 800 lojas em 2020, fechou cerca de 100 dessas unidades até o final do ano passado.

Parte desse problema está nos custos. Isso porque, apesar das 10 maiores empresas do varejo alimentar brasileiro terem movimentado +R$ 361 bi em 2025, as despesas pesam.

Pense que abrir uma unidade significa gastos com aluguel, funcionários e estoque. Esses custos continuam mesmo quando as vendas não seguem a expansão.

Ao mesmo tempo, o consumidor mudou. Com o orçamento mais apertado, os brasileiros passaram a comparar e priorizar o custo-benefício. Atualmente, 6 em cada 10 consumidores afirmam buscar opções de menor preço.

Em meio a esse movimento, atacarejos ganharam espaço, combinando preços menores e compras em maior volume. O varejo alimentar faturou cerca de R$ 1 tri em 2025, dos quais R$ 327 bilhões (29%) vieram dos atacarejos.

Zoom-out: A mudança também acontece fora das lojas. Por aqui, 15% dos brasileiros afirmaram já ter realizado compras de supermercado online em 2025.

Fonte: The News

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