Por Sophia Vieira
A Austrália investiga se a OpenAI violou a lei após um agente de inteligência artificial acessar, em junho, arquivos não públicos do portal de estatísticas de saúde da Services Australia. Em recente matéria, a revista Wired explica que, durante uma pesquisa sobre dados de saúde, o agente encontrou restrições de acesso, tentou caminhos alternativos e conseguiu contorná-las. Também gravou arquivos no servidor interno, e o governo apura se houve acesso indevido a outros três sites governamentais.
O caso só foi comunicado ao governo em 10 de setembro, quase três meses depois do incidente e por meio de um e-mail enviado a uma caixa de entrada pública. O primeiro-ministro Anthony Albanese classificou o episódio como “inaceitável” e criticou tanto a demora quanto a forma de comunicação. O governo australiano avalia possíveis consequências jurídicas e criou uma força-tarefa para investigar o episódio e novas ameaças relacionadas ao uso de agentes de IA.
Até o momento, as autoridades acreditam que nenhum dado pessoal foi acessado. O portal invadido disponibiliza estatísticas públicas e informações não sensíveis do Medicare, como dados de gastos, e por isso tinha níveis de segurança inferiores aos sistemas que armazenam informações pessoais. Ainda assim, o episódio amplia as preocupações sobre agentes de IA capazes de agir autonomamente diante de restrições de acesso.
Governadora de Pernambuco sugere laqueadura sem consentimento
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra, foi gravada em maio de 2025 sugerindo que uma mulher grávida, que já teria vários filhos, fosse submetida a uma laqueadura “sem ela saber”, durante uma visita a um hospital de mulheres. O registro em vídeo da declaração circulou nas redes e reaqueceu debates sobre autonomia e direitos reprodutivos.
O caso recoloca em discussão os limites da atuação de profissionais e autoridades sobre decisões reprodutivas, tema abordado pelo pediatra e sanitarista, Daniel Becker, em texto para O Globo. “A frase merece atenção porque toca numa história antiga e sombria: a ideia de que alguém – o Estado, um médico, uma autoridade – pode decidir quem deve ou não deve ter filhos”, indaga.
Tema semelhante foi abordado no programa Revelando: Mulheres pobres podem ter filhos?. O episódio discute como o questionamento à possibilidade de ter filhos recai sobre mulheres pobres e negras. Além disso, aborda a história da eugenia no Brasil, desde o passado escravocrata, passando pelas clínicas de esterilização em massa de mulheres com investimento internacional, até propostas políticas da ultradireita, nos anos mais recentes.
• Cultura como parte da saúde pública
A cultura está emergindo como uma prioridade estratégica para a saúde pública e a coesão social na Europa. Uma declaração conjunta do Parlamento, Comissão e Conselho Europeus (junho de 2026) formalizando essa visão. Veja aqui iniciativas que tratam a cultura não apenas como consumo, mas como algo que contribui para o bem-estar.
• Obesidade no Brasil
Novo estudo revela que a prevalência de obesidade em adultos brasileiros (acima de 25 anos) mais do que triplicou entre 1990 e 2023. Sendo o maior crescimento entre os países latino-americanos pesquisados, as taxas subiram de 7,8% para 27,7%. Considerando sobrepeso e obesidade, dois em cada três brasileiros estão acima do peso ideal. Saiba mais
• 37 casos de sarampo em SP
Sobe para 37 o total de casos de sarampo no estado de São Paulo, confirma a Secretaria de Saúde. Destes, 27 são em pacientes não vacinados, ou com o esquema vacinal incompleto. Entenda
• Catarata e glaucoma
O Ministério da Saúde incorporou ao SUS o oferecimento de uma cirurgia combinada para tratar catarata e glaucoma primário de ângulo aberto em estágio inicial ou moderado. Com a publicação no Diário Oficial no dia 17 deste mês, a pasta tem cerca de 6 meses para ofertar o procedimento de fato. Confira
Fonte: Outra Saúde