Bancos querem os herdeiros para não perder os pais

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Você ligaria para seu gerente do banco pedindo… ingressos da Copa? Para conquistar clientes de alta renda, os bancos decidiram oferecer serviços que vão além de uma assessoria de investimentos.

Os novos serviços incluem lounges em estação de esqui, crédito para comprar aeronaves e até ingressos para a Copa do Mundo.

O objetivo é alcançar o público de alta renda e private — clientes com pelo menos R$ 5M investidos —, que juntos somam R$ 6,2 trilhões em suas contas. Esse valor é o equivalente a 2/3 dos R$ 9,3 trilhões que pessoas físicas têm investidos no país.

Para exemplificar o poder desse público, pense que só o setor private, com seus 208 mil integrantes, possui R$ 2,8 trilhões em suas contas. Enquanto isso, o varejo tradicional, com +179 milhões de pessoas, possui R$ 3 trilhões. Ou seja, o private tem 0,1% do número de contas, mas quase o mesmo dinheiro.

(Imagem: Folha de S. Paulo)

Somada à estratégia dos ingressos e lounges, os filhos também entraram na mira. Com a transferência de patrimônio entre gerações, os bancos criaram programas para os “futuros herdeiros”.

O próprio C6 tem um Summer Job, que deixa filhos de clientes de alta renda acompanharem por até três meses uma área do banco.

Lá fora: O Itaú tem R$ 325 bi de clientes private que moram no exterior, cerca de 28% do dinheiro do segmento no banco, que soma R$ 1,2 tri. Já no Santander, o exterior responde por cerca de 20% do private.

Fonte: The News / Fonte: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil



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