Biblioteca Eugênio Gomes: de símbolo da modernidade ao isolamento, o equipamento público municipal enfrenta entraves para cumprir finalidade desde sua construção

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Sabe aquela narrativa cheia de capítulos mal resolvidos em torno do matadouro ipiraense? Parece que há algo mais atual, com um novo enredo de ostracismo, envolvendo a biblioteca municipal Eugênio Gomes, situada no “Puxa”, como é popularmente conhecida a praça Delorme Martins, na área central de Ipirá.

Alvo de polêmica desde a sua idealização, quando foi objeto de uma contestável inversão de prioridade à época (quando existia o mercado de artes implorando intervenção após incêndio ocorrido em novembro de 2016, o ex-prefeito Marcelo Brandão, quando assumiu em 2017, optou por tocar a obra na praça que abriga o prédio onde deveria estar funcionando a futurística biblioteca municipal). Mas o propósito ainda não se cumpriu efetivamente, mesmo depois de 9 anos do início de sua construção, com os recursos do município.

O equipamento foi interditado em junho de 2022, já na gestão do ex-prefeito Dudy, 3 anos após sua inauguração (junho de 2019), sob alegação de riscos estruturais. Iniciou-se, então, nova reforma do prédio, depois de vistoria da Defesa Civil do estado, em outubro de 2023. Hoje o prédio público tem uma nova roupagem, mas não tem material algum em seu interior.

A Câmara de Vereadores não se debruça sobre esse assunto durante os debates em suas sessões, e o prefeito tem dito que é tudo questão de licitação de material para que o equipamento possa estar à disposição da comunidade. Há, entretanto, normas atinentes à lei de acessibilidade, que abarca espaços públicos, que podem ter sido desrespeitadas no projeto de construção.

Por Diogo Souza (@midiaipira)
Colaboração (@oficialipiracity)

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