Eduardo Munoz-Reuters

Biden defende democracia e condena guerra na Ucrânia: “Massacre”

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um discurso reflexivo aos soldados americanos que integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Na Polônia, o chefe da Casa Branca defendeu a democracia e condenou o que chamou de “massacre” na Ucrânia.

Nesta sexta-feira (25/3), Biden falou que o mundo vive uma luta entre a democracia e a autocracia. “Os autocratas não querem um consenso”, declarou.

O líder norte-americano ponderou que daqui a 10 anos “estaremos diferentes” e que devemos fazer uma escolha. “As democracias vão prevalecer ou as autocracias vão prevalecer?”, frisou.

Biden fez duras críticas ao conflito no Leste Europeu e reafirmou a necessidade de “liberdade”. “É um momento perigoso há pessoas sofrendo na Ucrânia”, concluiu.

O presidente demonstrou otimismo na resolução do conflito. “Vivemos um momento de virada”, resumiu.

A visita à Polônia ocorre após a participação do norte-americano na reunião emergencial da Otan nessa quinta-feira (24/3) — exatamente um mês após o início da invasão russa. Biden está em Rzeszow, cidade fronteiriça com a Ucrânia.

A viagem desta sexta-feira é emblemática. O país faz fronteira com a Ucrânia, nação invadida pela Rússia, e é integrante da aliança militar.

A tensão nos arredores da Polônia ficou maior na última semana com o primeiro bombardeio a Lviv. O ataque deixou o mundo em alerta.

Como a cidade é próxima da Polônia, país integrante da Otan, se a investida seguir e de alguma forma atingir alvos de nações amigas da Ucrânia, mesmo que não intencionalmente, isso poderia fazer o conflito escalar dramaticamente.

Mais tropas

A guerra chega ao segundo mês com aumento de 100% nas tropas da Otan que estão na região onde o conflito ocorre. Vale ressaltar que os soldados não estão no combate na Ucrânia, país invadido pela Rússia, em 24 de fevereiro, mas em países próximos, a postos para qualquer escalada que faça o combate se alastrar.

Metrópoles chegou à conclusão após análises de dados divulgados pela instituição antes do conflito e com as mais recentes atualizações.

A presença militar na região era de 20 mil soldados antes do começo do conflito. Na quinta-feira (24/3), após reunião de cúpula, em Bruxelas, na Bélgica, a Otan confirmou que o efetivo atual chegou a 40 mil. Polônia, Lituânia, Letônia e Estônia concentram o maior volume de militares.

Fonte: Metrópoles