Israelense foi vaiado e presidência da Assembleia teve de pedir ordem para permitir que Netanyahu pudesse falar
24/09/2026
Diplomatas brasileiros e de dezenas de outros países organizaram um protesto contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu: abandonaram a sala da ONU enquanto o chefe de governo denunciado por crimes de guerra discursava.
Ainda que estivesse no prédio das Nações Unidas, o chanceler Mauro Vieira sequer entrou na sala. Ele optou por prestigiar um encontro de governos para dar apoio às agências da ONU em Gaza e nos territórios palestinos.
O ato de desagravo do Brasil e dos demais governos já havia ocorrido em 2025. Desta vez, as vaias exigiram que a presidência da Assembleia pedisse silêncio e ordem para que Netanyahu pudesse realizar seu discurso.
O israelense, sabendo que o protesto ocorreria, usou o caso para ofender as delegações que ainda estavam na sala. Ele acusou os governos de “covardes morais” e os convidou a se retirar.
Entre as delegações, nos últimos dias, existiam três planos de protestos sobre a mesa: não comparecer ao discurso, comparecer e não aplaudir, ou mandar muitos diplomatas para a sala e, então, sair em debandada. A terceira opção foi escolhida, justamente para causar mais impacto.