Governistas ficam com 53 cadeiras, contra 48 da oposição liderada por Gadi Eisenkot
30/10/2026
A coalizão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, perdeu a maioria no Parlamento e terminou as eleições com 53 das 120 cadeiras do Knesset, apenas cinco a mais que o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot, que obteve 48. Com os resultados finais divulgados pela Comissão Eleitoral Central, os dois lados iniciam uma corrida por alianças, mas sem um caminho claro para alcançar os 61 assentos necessários para governar.
Como ficou o Knesset
A Comissão Eleitoral Central israelense concluiu a apuração das eleições parlamentares, e a distribuição de cadeiras ficou assim:
- Likud (de Netanyahu): 27
- Yashar (de Eisenkot): 21
- B’Yachad: 12
- Lista Conjunta (árabe): 11
- Os Democratas: 8
- Ra’am (árabe): 8
- Yisrael Beiteinu: 7
- Otzma Yehudit: 7
- United Torah Judaism: 7
- Shas: 6
- Religious Zionist Party-Zehut: 6
A coalizão governista é formada por Likud, Shas, UTJ, RZP e Otzma Yehudit, que somam 53 cadeiras. Antes do pleito, o grupo de Netanyahu controlava 63 assentos, o que lhe garantia folga no Parlamento. A queda de dez cadeiras o deixa agora oito abaixo do mínimo necessário para governar.
A oposição, liderada por Eisenkot, reúne Yashar, B’Yachad, Os Democratas e Yisrael Beiteinu, com 48 cadeiras. Também ela está longe da maioria.
Com esse quadro, os dois blocos passaram a negociar alianças com outras legendas. Segundo o jornal americano “The New York Times”, a perspectiva de negociações prolongadas pode levar Israel a “semanas de incerteza”.
Partidos árabes ganham peso
As 19 cadeiras que restam fora dos dois blocos pertencem à Lista Conjunta e ao Ra’am, ambos partidos árabes. Os dois quase dobraram sua representação no Knesset nesta eleição, o que complica as contas de Netanyahu e Eisenkot.
Participação recorde e acusações de fraude
A votação, realizada na terça-feira, teve participação recorde da população e foi marcada por repetidas acusações de fraude feitas por Netanyahu, entre elas a de que grupos árabes teriam fraudado o pleito. Até o momento, nenhuma das acusações foi acompanhada de provas.
Fonte: ICL Noticias / Reprodução/Redes Sociais