Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em operação com documentos diferentes e voo de R$ 800 mil

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Fantástico revelou detalhes da operação que levou o senador e a família aos Estados Unidos, com registros migratórios suspeitos na Argentina e voo de luxo avaliado em R$ 800 mil

Segunda, 2 de novembro de 2026

Uma investigação exibida pelo Fantástico neste domingo (1º) revelou detalhes da operação que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família do Brasil aos Estados Unidos. Documentos do sistema de imigração da Argentina apontam que o deslocamento envolveu voos privados, travessia terrestre e três registros de entrada do parlamentar no país vizinho em apenas 40 minutos, utilizando documentos diferentes.

Segundo a reportagem, Flávio deixou Brasília na terça-feira (27 de outubro), em um jato Cessna Citation Excel ligado ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador. A aeronave pousou na região de Buenos Aires, de onde ele teria seguido em outro avião particular até Puerto Iguazú, na fronteira com Foz do Iguaçu (PR).

Enquanto isso, a esposa do senador, Fernanda, e as duas filhas viajaram de Brasília para Cascavel, no Paraná. De lá, seguiram de van até a Argentina.

Registros na fronteira

Os documentos obtidos pelo Fantástico mostram três registros de entrada de Flávio na Argentina: às 22h37, com passaporte italiano; às 22h40, com carteira de motorista; e às 23h11, com passaporte brasileiro. Os dois registros feitos com documentos brasileiros foram cancelados, permanecendo válido apenas o ingresso com o passaporte italiano.

Outra van que cruzou a fronteira transportava o motorista Neri Luiz Dala Corte, o advogado Roberto Jorge Alexandre e o israelense Menachem Booky Halevy, apontado como ex-integrante do serviço de inteligência de Israel.

O motorista negou ter transportado integrantes da família Bolsonaro. Já um jornalista argentino relatou ter visto uma comitiva com escolta policial e veículos oficiais brasileiros e argentinos no aeroporto de Puerto Iguazú.

Voo custou cerca de R$ 800 mil

A viagem aos Estados Unidos foi realizada em um jato de luxo Gulfstream G400, operado pela empresa argentina Baires Fly. O proprietário da companhia afirmou que o voo custou US$ 150 mil, cerca de R$ 800 mil, pagos por um intermediário do setor de aviação baseado nos Estados Unidos.

A aeronave fez uma escala em Guayaquil, no Equador, antes de chegar a Miami, na manhã de quarta-feira (28).

A Justiça argentina determinou a preservação de imagens das câmeras de segurança da fronteira e do aeroporto. Nos Estados Unidos, o secretário de Estado Marco Rubio negou participação do governo americano na organização da viagem.

O advogado de Flávio, Frederick Wassef, negou que tenha ocorrido uma fuga. A assessoria de Willer Tomaz também afirmou que aeronaves ligadas ao advogado não foram utilizadas pelo senador ou por familiares. A Baires Fly não respondeu aos questionamentos.

Fonte: Metro 1. / Foto: Renato Pizzutto/Band

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