Decisão derrubou ordem de prisão decretada na sentença que condenou parlamentar a 36 anos e nove meses; primeira prisão preventiva segue válida
Terça, 1 de setembro de 2026
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) revogou, por unanimidade, a segunda prisão preventiva decretada contra o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha. A decisão, no entanto, não muda a situação do parlamentar, que continuará preso por causa da primeira ordem de prisão preventiva.
A segunda ordem havia sido decretada na sentença que condenou Binho Galinha a 36 anos e nove meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A decisão foi proferida em julho pela Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e o Adolescente de Feira de Santana, em um dos desdobramentos da Operação El Patrón.
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Segunda prisão revogada
A informação sobre a decisão foi divulgada pelo advogado do deputado, o criminalista Gamel Föppel, responsável por conseguido, de forma unanimidade, um habeas corpus para derrubar a prisão preventiva decretada na sentença. A defesa também argumentou que o parlamentar respondeu ao processo em liberdade e não teria prejudicado a instrução criminal.
Na sentença, além da condenação a 36 anos e nove meses, a Justiça havia decretado uma nova prisão preventiva e determinado que o deputado não recorresse em liberdade.
Binho Galinha continua preso
Apesar da decisão favorável, Binho Galinha não será solto. O deputado permanece detido em razão da primeira prisão preventiva, decretada no âmbito das investigações que apuram sua suposta participação e liderança em uma organização criminosa com atuação na região de Feira de Santana.
A prisão foi decretada em 2025, e Binho Galinha se entregou às autoridades em outubro daquele ano. Desde então, permanece custodiado.
Primeira prisão é analisada pelo STJ
Segundo a defesa, a legalidade da primeira ordem de prisão ainda está sendo analisada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados afirmaram confiar que também conseguirão uma decisão favorável nesse processo e que a liberdade do parlamentar poderá ser restabelecida.
Fonte: Metro 1 / Foto: Divulgação